Deputado Ney Leprevost (União) pede que Ministério da Saúde disponibilize caneta autoinjetável de adrenalina para pacientes com alergias severas
O deputado Ney Leprevost (União), coordenador da Frente Parlamentar da Medicina na Assembleia Legislativa, enviou expediente oficial ao Ministério da Saúde, solicitando a disponibilização da caneta autoinjetável de adrenalina pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para pessoas com diagnostico de alergias severas a fim de conter reações anafiláticas.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), 15 milhões de brasileiros têm alergia a algum tipo de medicamento. O número representa entre 6% a 7% da população, que é alérgica principalmente a antibióticos e anti-inflamatórios. O dado preocupa, já que muitos desconhecem o problema.
O diagnóstico geralmente é clínico, mas existem exames que podem ajudar, como o teste de níveis de triptase total, ainda caro e nem sempre conclusivo; e de níveis de IgE específica, disponível para poucos tipos de medicamentos.
Em Curitiba, enquanto funcionários da prefeitura cortavam um gramado no bairro Cristo Rei, abelhas se agitaram e uma mulher, de 61 anos, foi atacada e atendida pelo Corpo de Bombeiros com um quadro de reação alérgica grave. Outras 13 pessoas foram atacadas na Praça Eufrásio Correia, no Centro.
A alergia é uma reação exagerada do sistema imunológico, geralmente depois da ingestão de algum alimento ou medicamento. As reações podem ser leves, como simples coceira nos lábios, até reações graves que podem comprometer vários órgãos e levar a morte.
Especialistas apontam um aumento da incidência de anafilaxia em diferentes países como a Austrália, Brasil, Reino Unido e Estados Unidos, principalmente nas faixas etárias mais jovens sendo os medicamentos e alimentos os principais gatilhos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a anafilaxia ocorre em aproximadamente 2% da população, sendo fatal em 0,7 a 2% dos casos.
De acordo com profissionais de saúde, o tratamento com a adrenalina nos serviços de emergência é pouco utilizado no Brasil. Na grande maioria dos casos, são ministrados anti-histamínicos que começam a agir em 20 minutos, ou corticoides, que chegam a levar até 2 horas para fazer efeito. A adrenalina faz isso em apenas 1 minuto.
“Tendo em vista o aumento do número de casos e a sua gravidade, estamos pedindo ao Ministério da Saúde a disponibilização da caneta autoinjetável de adrenalina pelo SUS, para os pacientes diagnosticados com alergias severas a fim de conter de pronto reações anafiláticas”, explicou Leprevost.
Por ser uma emergência médica, nos casos de reações anafiláticas o recomendado é correr para o hospital, mas nem sempre dá tempo. O ideal é que o paciente tenha em mãos uma caneta autoinjetável de adrenalina. A adrenalina é um hormônio liberado pelo organismo sempre que o corpo é colocado em uma situação de estresse.
Na forma sintética, a adrenalina é o melhor tratamento para os sintomas de emergência em casos de uma reação alérgica. Vale ressaltar que em caso de emergência, é necessário contatar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) ou o Corpo de Bombeiros (193).
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