Deputado Professor Lemos (PT) durante pronunciamento em Plenário.
Créditos: Valdir Amaral/Alep
Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) na segunda-feira (13), o deputado Professor Lemos (PT) chamou atenção para a 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, que acontece entre os dias 13 e 17 de abril em todo o país.
O parlamentar destacou que a iniciativa, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), é dedicada à análise crítica e ao diálogo sobre temas centrais para o futuro da educação brasileira. Neste ano, a programação aborda questões como democracia, soberania, combate à violência, financiamento do setor, valorização dos profissionais e os impactos da sustentabilidade e da inteligência artificial no ensino.
Segundo Lemos, o debate sobre educação precisa estar diretamente ligado à consolidação da democracia. “A nossa Constituição assegura que a educação tem que ser feita com gestão democrática, com a participação da comunidade, respeitando a comunidade escolar, seja na educação infantil, no ensino fundamental, no ensino médio e no ensino superior. Então, não se pode praticar educação sem a democracia”, afirmou.
O deputado também reforçou a necessidade de ampliar os investimentos públicos na área, rebatendo a ideia de que educação representa gasto. Para ele, trata-se de um elemento essencial para o desenvolvimento econômico e social do país. “A educação não é despesa, é investimento porque gera desenvolvimento econômico e social do nosso povo. Não tem outro caminho para chegar ao desenvolvimento econômico e social. O caminho passa pela educação”, destacou.
Ao longo do pronunciamento, Lemos percorreu todas as etapas da formação educacional, defendendo a ampliação de vagas, especialmente na educação infantil, considerada fundamental para o desenvolvimento cognitivo e social. Ele lembrou que ainda há déficit de atendimento nas grandes cidades e ressaltou a importância de garantir estrutura adequada valorização dos profissionais.
O parlamentar também citou avanços no ensino fundamental, com altos índices de matrícula, mas alertou para a necessidade de alcançar a universalização com qualidade. Já no ensino médio, apontou a evasão escolar como um dos principais desafios, defendendo políticas que assegurem permanência e conclusão dos estudos.