Deputados solicitam inclusão do tratamento de lipedema nos planos de saúde e no SUS
Os deputados estaduais Maria Victoria (PP), Cantora Mara Lima (Rep), Márcia Huçulak (PSD) e Tercilio Turini (MDB) solicitaram a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (CONITEC) e ao Ministério da Saúde a criação de um protocolo clínico para incluir o tratamento de lipedema nos procedimentos realizados pelos planos de saúde e pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O requerimento encaminhado nesta segunda-feira (8) solicita a criação de um Protocolo Clínico e de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para o tratamento do lipedema.
A modificação junto ao Conitec foi debatida durante a sessão de 10 de Junho quando os deputados aprovaram o projeto de lei (266/2024) que estabeleceu o Junho Roxo, mês de conscientização e prevenção da lipedema. A lei foi sancionada em 2 de julho pelo governador Ratinho Júnior (Lei 22.036/2024).
Tratamento
A deputada Maria Victoria pontuou que atualmente o tratamento de lipedema só está disponível em clínicas e hospitais particulares. Mesmo sendo conhecida há mais de 80, apenas em 2022 a doenças foi padronizada deixando de ser vista como uma questão estética.
“Recebemos na Assembleia Legislativa a doutora Débora Froehner, especialista sobre o tema para nos ajudar nesse processo de conscientização da sociedade. A doutora auxiliou na redação do projeto de lei e nos alertou para essa demanda a respeito do tratamento”, disse.
Segundo Maria Victoria, a deputada Márcia Huçulak indicou a necessidade de trabalhar pela criação de um protocolo clínico junto ao Conitec, órgão do Ministério da Saúde, que possibilite a inclusão dos procedimentos nos planos de saúde e também no SUS.
A deputada Márcia Huçulak destaca a importância do protocolo para que a prática de saúde seja feita de forma adequada. “São diretrizes baseadas nas evidências científicas, que trazem mais qualidade e segurança para o paciente”, afirma.
De acordo com Márcia, além do tratamento adequado, é importante que todos estejam atentos à prevenção do lipedema, cujo diagnóstico muitas vezes é feito tardiamente.
Para isso, medidas como controle de peso, alimentação saudável e rotina de exercícios físicos regulares são importantes aliados, tanto para evitar quanto para diminuir o impacto do problema.
Diagnóstico
A presidente da Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná, a deputada cantora Mara Lima, uma das autoras da lei, sofre com o problema há anos.
Ela explica a importância da definição de um protocolo para diagnóstico e tratamento: "A definição de um protocolo do lipedema no Sistema Único de Saúde é essencial para diagnosticar e tratar milhões de brasileiras que sofrem com os sintomas e, muitas vezes, nem imaginam que se trata de uma doença! O lipedema não é só estético, causa desconforto, dor, e em casos mais graves pode até prejudicar a mobilidade e atrofiar os músculos. É algo muito sério e, se não tratado, pode agravar demais e prejudicar a qualidade de vida da mulher e de toda a família".
Sempre defendi o acesso pleno da população à saúde, em todas as especialidades e para todos os tratamentos. O SUS foi criado para abrir as portas dos serviços da saúde principalmente aos mais pobres. É a maior conquista social do Brasil e hoje mais de 70% dos brasileiros dependem do atendimento pelo SUS. Portanto, incluir o acompanhamento do lipedema no sistema público e nos planos particulares significa assegurar o direito universal à saúde. A doença atinge mais de 10% das mulheres brasileiras, que precisam de assistência médica, exames e medicamentos. A iniciativa da Assembleia reforça a importância do SUS na vida da população" - afirma o médico e deputado estadual Tercilio Turini, presidente da Comissão de Saúde Pública.
Compreensão
Estudos apontam que o lipedema afeta cerca de 12 % das mulheres brasileiras. Apesar disso, é uma doença mal compreendida e sub-diagnosticada, causando sofrimentos físicos e emocionais.
A médica Débora lembrou que a lipedema é confundida com obesidade devido ao aumento do tamanho das pernas. “O diagnóstico incorreto pode atrasar a identificação da lipedema por décadas. As pacientes são freqüentemente culpadas pela sua condição, incluindo a auto-culpa”, disse.
Ela explicou a doença causa o aumento de gordura, nódulos fibróticos, aumento de sensibilidade, alterações articulares e a falta de resposta com dieta e exercício físico.
Mesmo sem cura, há tratamentos para o mal. Nos casos clínicos, ela pode ser combatida com alimentação, suplementação, medicamentos e fisioterapia. Também pode ser tratada com cirurgias plásticas e vasculares.
Notícias Relacionadas
Lei da Economia Azul estimula o desenvolvimento sustentável do Litoral do Paraná
Nova legislação proposta pela deputada Maria Victoria (PP) promove o uso dos recursos marinhos e costeiros como motor de crescimento econômico, geração de empregos, inovação, inclusão social e preservação ambiental.
Leia maisDeputada Maria Victoria (PP) destaca força do turismo regional durante Festa do Leitão Maturado em Goioerê
Realizada após sete anos sem edições, a festa marcou o retorno de um dos eventos mais tradicionais da região e reuniu cerca de 3 mil pessoas no Parque de Exposições.
Leia maisDeputada Maria Victoria (PP) destaca sanção de lei que incentiva a transformação de resíduos em energia limpa no Paraná
Lei nº 23.246/2026 estimula o aproveitamento do gás metano derivado de resíduos sólidos para fins energéticos no Estado.
Leia mais
Deputado Tercilio Turini (MDB) destaca excelência das universidades estaduais em posse da nova reitora da UEL
Parlamentar representou a Assembleia Legislativa na solenidade que empossou Andrea Simão e afirmou que o Legislativo está à disposição para fortalecer a instituição.
Leia mais