Dia Estadual do Celíaco é comemorado na Assembleia com grande público
O primeiro Dia Estadual do Celíaco no Paraná foi celebrado na Assembleia Legislativa na manhã desta sexta-feira (20). Primeiro, com um café da manhã totalmente sem glúten oferecido no Plenarinho da Casa, onde o evento deveria acontecer. Porém, o número de participantes foi tão grande que ele acabou sendo transferido para o Plenário.
A autora da Lei que instituiu o 20 de maio como Dia Estadual do Celíaco, deputada Cláudia Pereira (PSC) quis comemorar a data convidando portadores da doença celíaca, familiares, especialistas no assunto, como médicos e nutricionistas, e representantes de associações que tratam do tema. E promovendo palestras de esclarecimento sobre sintomas, diagnóstico, alimentação... Ela diz que, como ainda há muita falta de informação sobre a doença, a Assembleia precisa trazer o tema ao debate.
(Sonora)
A doença celíaca atinge de 1% a 2% da população mundial, número que aumenta para 20% a 30% se já houver predisposição genética. E nos consultórios médicos, 40% dos pacientes são diagnosticados como portadores, afirma o gastrointerologista, Paulo Roberto Costa Claro. E ainda, que a doença atinge o intestino dos pacientes, que não tolera alimentos que contenham glúten produzindo células de defesa que vão provocando reações alérgicas e causando sintomas como diarreias e vômitos constantes, emagrecimento, anemias... E muitos dos pacientes demoram para ter o diagnóstico, o que dificulta o tratamento e pode até levar a outras doenças, já que os outros órgãos acabam enfraquecidos. E o médico destacou a importância de fazer esse tipo de orientação no Poder Legislativo.
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O Glúten está presente no trigo, aveia, cevada e centeio. A única forma de tratamento é retirando alimentos que contenham a proteína da dieta. O problema ainda é a demora no diagnóstico correto. Com Thayanara de Lima, 16 anos, esse diagnóstico veio um ano depois que os primeiros sintomas apareceram aos seis meses de vida. A mãe Dorveli de Lima, conta que vivia com a filha nos hospitais e que, depois da descoberta, a mudança na vida foi radical.
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Como sempre viveu em dieta de glúten, Thaynara não se incomoda mais em levar a própria comida para onde vai e toma todos os cuidados para não sofrer as consequências que uma dieta mal feita pode trazer.
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Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Cláudia Ribeiro.
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