Duas canetadas podem reduzir contas de luz dos paranaenses, diz deputado Soldado Fruet

29/06/2022 10h44 | por Assessoria parlamentar
Deputado Soldado Fruet (PROS).

Deputado Soldado Fruet (PROS).Créditos: Olavo Pesch/Assessoria parlamentar

Deputado Soldado Fruet (PROS).

Em discurso na sessão plenária desta quarta-feira (29), o deputado estadual Soldado Fruet (PROS) repudiou a distribuição de mais de R$ 1,8 bilhão em dividendos e juros sobre o capital próprio que a Copel fará aos seus acionistas nesta quinta-feira (30) e destacou que “duas simples assinaturas do governador podem reduzir as contas de luz de todos os paranaenses, do mais humilde ao maior empresário, do menor comércio à maior indústria”.

“Fica nossa repulsa a mais esse ato absurdo da Copel, a distribuição de R$ 1,8 bilhão que pertencem ao povo paranaense para acionistas da empresa”, afirmou o parlamentar. Ele ainda questionou por que os paranaenses, que são os donos da Copel na propaganda, não recebem nada.

“Simples: nada recebemos porque, para o Governo, só servimos para pagar contas cada vez mais altas e assim garantir os milionários salários dos diretores e os bilionários dividendos aos acionistas, em sua maioria grandes empresários e fundos de pensão pertencentes a bilionários”, disse.

O deputado ressaltou que, após a repercussão de uma denúncia que fez em plenário, felizmente, o governador Carlos Massa Ratinho Junior cancelou os bônus de quase R$ 4 milhões que seriam pagos aos diretores da Copel, que são indicados pelo chefe do Executivo. “São milhões para cá, bilhões para lá e o povo do Paraná sofrendo para pagar religiosamente, mês após mês, suas contas de luz cada vez mais pesadas”, comentou.

Soldado Fruet já mostrou diversas vezes que a energia elétrica pode ser mais barata no Paraná: “basta que o lucro, ao invés de ir para os bolsos de bilionários e para o cofre do Estado, seja utilizado na redução das contas”. Segundo ele, é legal reduzir o repasse aos acionistas para 25% do lucro, mas o Governo do Estado insiste em pagar 65% do lucro aos acionistas. O deputado também reiterou que o STF já decidiu ser legal a cobrança de ICMS sobre a energia como serviço essencial, ou seja, reduzir a alíquota de 29% para 18%.

De acordo com ele, todos ganhariam se o governador oficializasse essas medidas, inclusive o Governo, pois o dinheiro que sobraria seria usado pelos paranaenses em outras compras e serviços, gerando impostos para o Estado da mesma forma.

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