Educação do Paraná precisa de investimentos, não de militarização, afirma o deputado Professor Lemos (PT)
Líder do Bloco PT-PDT repudiou a proposta do governo estadual de militarizar mais 127 escolas estaduais no Estado.
Líder do Bloco PT-PDT na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado Professor Lemos (PT) usou a tribuna nesta terça-feira (28) para repudiar a proposta do governo estadual de militarizar mais 127 escolas estaduais no Estado. O Programa de Escolas Cívico-Militares (Pecim) foi adotado em cerca de 200 escolas estaduais no primeiro mandato do governo Ratinho Jr. e até hoje não há notícias de resultados positivos. Lemos defendeu mais investimentos na educação paranaense e afirmou que a militarização não contribuiu para a qualidade no ensino.
“Nós não precisamos militarizar nossas escolas para alcançar qualidade, temos várias escolas que fazem um trabalho muito bom com poucos recursos e, se o Estado colocar mais recursos, eu não tenho dúvidas de que as nossas escolas ficarão nos primeiros lugares no país”, disse.
Lemos apontou que a Lei que instituiu as escolas cívico-militares no Paraná é inconstitucional. Ele anunciou que os parlamentares do Bloco PT-PDT ingressaram como uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Tribunal de Justiça (TJ) solicitando a suspensão dos efeitos da legislação.
“Nós ingressamos no Tribunal de Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade solicitando a suspensão dos efeitos da Lei que instituiu no Paraná, em 2022, as escolas cívico-militares. Lei como esta foi reprovada nos estados do Rio Grande do Sul e São Paulo. Portanto, nós estamos trabalhando para que o Estado invista nas nossas escolas dando condições para que elas possam receber os nossos estudantes e ofertar ensino de qualidade”, argumentou.
Fake News
Durante o pronunciamento Lemos desmentiu inúmeras fake news contra a educação pública. Segundo o deputado, defensores do modelo cívico-militar estão contando mentiras para a população e difamando as escolas paranaenses.
“Existem panfletos e vídeos rodando por aí contando mentiras para a população, dizendo que se não militarizar as escolas os professores vão continuar atentando contra a família, que estão trabalhando para liberar as drogas, que os professores trabalham para transformar meninos em meninas, meninas em meninos. Isso é mentira! Estão difamando nossas escolas. Nós temos 1.200 escolas no estado e em nenhuma delas acontece o que estão colocando em panfletos e vídeos mentindo para a população. Nossos professores e funcionários de escolas trabalham e fazem mais do que a sua obrigação, inclusive, indo para além da carga horária semanal de trabalho. Nós não precisamos de militarização para melhorar a qualidade da educação no nosso estado”, concluiu.
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