Emendas ao projeto que trata da Reforma Administrativa do Estado são aprovadas na CCJ
No encontro, o relator das emendas, deputado Gugu Bueno (PSD), pontuou que “a avaliação da CCJ se atem apenas quanto a legalidade e constitucionalidade das proposições”.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná realizou nesta segunda-feira (27) a 3ª reunião extraordinária para discutir três emendas de plenário ao projeto de lei 96/2023, de autoria do Poder Executivo. A proposta altera uma série de Leis estaduais, fazendo adequações nas legislações de criação e instituição de entidades na Reforma Administrativa do Estado.
O relator das emendas, deputado Gugu Bueno (PSD) pontuou que “a avaliação da CCJ se atem apenas quanto a legalidade e constitucionalidade das emendas, não se atendo ao julgamento de mérito que deve ser apreciado em Plenário”, e recomendou, no seu parecer, pela aprovação pela comissão.
A primeira emenda busca suprimir o artigo 31 do projeto de lei, que determina que a Invest Paraná terá sede e foro em Curitiba, podendo abrir filiais ou escritórios de representação em qualquer cidade localizada no território nacional ou exterior. O líder da oposição, deputado Requião Filho (PT), autor da emenda, justifica que a autorização ampla e irrestrita para a abertura de filiais terá custos elevados para o Estado e não atende ao interesse público.
A segunda emenda, de autoria do líder do governo, deputado Hussein Bakri (PSD), visa alterar o artigo 129 da proposta, promovendo adequação normativa à Lei nº 20.070/2019. O deputado justifica que, em virtude do aprimoramento administrativo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e do Instituto Água e Terra (IAT), verificou-se a ineficácia das Juntas de Julgamento de Recursos de Multas Ambientais (JJR) na desburocratização da análise e julgamento dos recursos. “Assim, a emenda visa retornar ao procedimento anteriormente adotado”, diz o parlamentar.
Por fim, a terceira emenda, apresentada pela deputada Ana Julia (PT), suprime os artigos 115 e 116 do Projeto de Lei nº 96/2023. De acordo com a parlamentar, a emenda supressiva busca garantir a finalidade institucional e social da Secretaria de Estado da Mulher e Igualdade Racial.
Todas foram aprovadas, sendo a terceira emenda definida pela Comissão para encaminhamento do Plenário como subemenda. A proposta em análise, com as emendas apresentadas em Plenário e aprovadas na CCJ, altera as mudanças promovidas pela Lei n° 21.352/2023, que tratou da Reforma Administrativa do Estado. De acordo com a justificativa do Governo, ela também muda dispositivos legais com o objetivo de corrigir inconsistências materiais e formais.
Para o presidente da CCJ, deputado Thiago Amaral (PSD) “a CCJ é a única Comissão em que todos os projetos e suas emendas tem que tramitar obrigatoriamente e que, em função de projetos que chegam para nós em regime de urgência, nos deixa com um prazo exíguo para votação, nos obriga a fazer esse sistema de reuniões extraordinárias. Nesse caso aqui, como era algumas correções da Reforma Administrativa, a Comissão fez seu parecer e votou e isso mostra a importância que a CCJ tem para todo o processo da Assembleia Legislativa”.
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