Especialistas em agricultura sustentável falam sobre incentivo à produção de leguminosas
2016 foi reservado pela ONU como o Ano Internacional das Leguminosas. E às vésperas do Dia Internacional da Conservação de Solos, que é nesta quinta-feira (14), o Grande Expediente da sessão plenária da Assembleia foi dedicado para que estudiosos do assunto falassem sobre os temas, trazendo perguntas e sugestões para estimular o uso de variedades de leguminosas para melhorar a vida dos agricultores e a segurança alimentar dos brasileiros.
Os convidados foram o consultor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Valter Bianchini e o professor da Universidade Federal do Paraná, Marcelo Ricardo de Lima.
Se sempre há uma leguminosa que ajuda a formar o prato principal das populações e essa cultura tem o valor proteico, baixo custo, mineras e uma série de questões nutritivas, porque não incentivar e potencializar a produção das leguminosas para que ela que ela chegue mais barata a toda a população? Mas para isso, segundo os estudiosos, é preciso saber quais os principais gargalos delas.
Para Bianchini, que já foi secretário Estadual da Agricultura do Paraná no Governo Requião e Secretário Nacional de Agricultura Familiar, no Governo Lula, é comum sair do país e encontrar variedades de feijão, por exemplo, o que no Brasil a produção ainda é pequena. Se houver estímulo, até na preparação de pratos com essas variedades, essa situação seria outra, na opinião dele.
(Sonora)
Mais do que nutritivas e saudáveis, as leguminosas têm bactérias nas raízes que podem pegar o nitrogênio do ar e transformá-lo no nitrogênio para que as outras plantas possam respirar. Significa que elas podem incorporar esse ar ao solo. Na prática, isso representa economia de custos. A afirmação é do professor Marcelo, que é do Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Paraná.
(sonora)
O deputado Chico Brasileiro (PSD), um dos responsáveis pela vinda dos especialistas até a Assembleia, ao lado de Péricles de Mello (PT), disse que
Esse foi o primeiro passo para a criação da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional da Casa, da qual ele vai ser o coordenador junto com Péricles e que tem como integrantes também os deputados Adelino Ribeiro (PSL), Nelson Luersen (PDT), Nereu Moura (PMDB), Professor Lemos (PT) e Rasca Rodrigues (PV). Chico Brasileiro explica que essa Frente tem o objetivo de discutir e propor uma nova forma de se alimentar.
(Sonora)
Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Cláudia Ribeiro.
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