Exposição celebra avanços em 20 anos da Central de Transplantes do Paraná
De um lado, o garotinho de quatro anos, Rafael e o aposentado de 74 anos, Antônio, que receberam corações novos por meio de transplantes. De outro, pessoas como dona Cecília Brito Teodoro, que no ano de 2003, doou todos os órgãos internos do filho de 22 anos, que, depois de ser atropelado por uma bicicleta, teve morte cerebral.
(Sonora/dona Cecília)
Juntos, familiares de doadores e transplantados participaram, no começo da tarde desta segunda-feira (3), no Espaço Cultural da Assembleia Legislativa, da abertura da exposição itinerante sobre os vinte anos da Central de Transplantes do Estado do Paraná. A mostra traz textos e fotos com histórias dessas duas décadas de trabalho intenso, como destaca a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Arlene Badoch.
(Sonora)
O resultado desse trabalho que precisa de toda uma infraestrutura e agilidade, já que se corre contra o tempo, é um gigantesco aumento no número de transplantes nestes anos. Para se ter uma ideia, em 2010, foram realizados 161 transplantes no Paraná. Em 2016, foram 718. Uma média de dois transplantes por dia. Fora os de córnea: mil no ano passado. Números que colocaram o estado na segunda posição no ranking dos transplantes no país, ficando atrás apenas de São Paulo. O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, comemora, mas lembra que há uma fila de 1700 pessoas esperando por um órgão. Por isso, enviou propostas de lei para serem analisadas pela Comissão de Saúde da Assembleia e que devem contribuir para diminuir essa fila.
(Sonora)
O presidente Ademar Traiano (PSDB) também falou sobre a importância da doação e dos avanços obtidos nesses anos.
(Sonora)
Há quatro anos, o “seo” Antônio Mormul sofria de uma insuficiência cardíaca gravíssima. Só o transplante o salvaria. Ele conta que, depois de alguns meses e de muita discussão da equipe médica que o atendia na Santa Casa em Curitiba, foi colocado na fila. Esperou apenas 12 dias. Recebeu um coração novinho. Literalmente, já que o doador tinha apenas 33 anos.
(sonora)
Para que mais histórias como a do “seo” Antônio possam ser contadas, o presidente da Comissão de Saúde Pública da Casa, o deputado Dr. Batista (PMN), aproveita para fazer um apelo às famílias dos potenciais doadores, já que ainda há empecilhos impostos, em muitos casos, pelos próprios familiares na hora de fazer a doação.
(Sonora)
A exposição vai até o dia 2 de maio e o Espaço Cultural da Assembleia fica entre os prédios do Plenário e Administrativo.
Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Cláudia Ribeiro.
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