Exposição e Sessão Solene marcam centenário do Escotismo no Paraná
Uma exposição no Espaço Cultural da Assembleia, entre os prédios Administrativo e o do Plenário, traz ao público uma mostra do que os escoteiros aprendem a fazer nos acampamentos por meio das pionerias, que são formas de dar nós usando cordas para construir, por exemplo, cabanas ou fazer um balanço ou uma mesa de bambu.
A exposição é uma homenagem aos cem anos do escotismo no Estado. O Movimento Escoteiro no Paraná surgiu em 1915, com os irmãos Henrique e Júlio Estrella Moreira, filhos de Fernando Moreira, um dos fundadores da Universidade Federal do Paraná. Quando voltava da Bélgica, onde cursava Engenharia, dentro do navio, Henrique se interessou por um folheto sobre o escotismo e decidiu implementá-lo aqui, com a ajuda do seu irmão, o médico Júlio Moreira. No Paraná hoje são 8 mil escoteiros, entre adultos e crianças, número pequeno, considerando a população do estado. Além disso, em apenas 40 dos 399 municípios paranaenses, existem grupos de escoteiros. Mariovani Cervi, vice-presidente da União Escoteira do Brasil, Região do Paraná, conta que a partir de seis anos e meio de idade, quando a criança já está alfabetizada, ela já pode participar dos grupos e pode permanecer neles até os 21 anos e continuar como voluntário depois. Ele diz que o lema do escotismo “Mais Escoteiros, melhores cidadãos” significa ensinar aos jovens valores como respeito, limite, a educação não formal, para tornar os escoteiros mais úteis à sociedade.
(sonora)
No mundo, o Movimento Escoteiro, que é uma ONG, está presente em mais de 200 países, conta com cerca de 40 milhões de pessoas e 500 milhões de ex-escoteiros atuando como professores voluntários.
Na Assembleia, além da exposição, que pode ser visitada até a próxima sexta (23), os 100 anos do escotismo no Paraná, foram celebrados com uma Sessão Solene, proposta pelo deputado Elio Rusch (DEM). Foi no Plenário e entre os homenageados estavam os secretários Flávio Arns, que implantou o Escotismo nas escolas do estado e Ana Seres Comin, que mantém o programa e também parentes dos fundadores do Escotismo no estado.
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