Notícia
Destaque
Governo Extingue Serlopar, Mas Mantém Cargos
Fonte: Assessoria Liderança da Oposição
3 min de leitura
745 visualizações
A bancada de Oposição na Assembléia criticou ontem duramente o projeto de lei do Governo do Estado que extinguiu o Serlopar – Serviço de Loterias do Paraná, mas manteve os cargos comissionados da autarquia. A oposição havia apresentado uma emenda para acabar também com os postos provisionados, mas saiu derrotada. Em maioria na sessão, os deputados da base aliada, seguiram a cartilha do governo e conseguiram remanejar os cargos para a Casa Civil, além de aprovar sem alterações a criação do Sistema de Controle Interno.O vice-líder da Oposição, Élio Rusch (DEM), alertou os deputados da Casa e o próprio governo de que a instituição de um Controle Interno era uma espécie de “declaração de incompetência” do Executivo. Rusch lembrou que a Secretaria Especial de Corregedoria e Ouvidoria do Estado do Paraná, cujo titular é Luiz Carlos Delazari, já teria essa função. Inclusive no que toca ao salário (R$ 12 mil mensais). Para reforçar sua tese, Rusch leu trecho do decreto estadual 442, publicado em 2003, que destacava entre as funções da secretaria comandada por Delazari, justamente a função avocada agora para o Sistema de Controle Interno: o de fiscalizar, orientar e dar transparência ao serviço público.Com a manutenção dos projetos de lei, o governo mantém seis cargos da Serlopar: um DAS-1 (R$ 6.077,01), um DAS-2 (R$ 4.632,68) e quatro DAS-3 (R$ 4.347,00). Os salários somados equivalem a despesas mensais de R$ 28.097,00 e R$ 365.261,00 anuais (incluindo o 13º) aos cofres públicos.Para a bancada de oposição, a manutenção dos cargos transgride o artigo 27 da Constituição Estadual, além de ser uma afronta à economicidade que deve reger a administração.Rusch disse ver na medida o loteamento evidente de postos de comissão com propósitos políticos. No caso do Sistema de Controle Interno, cria-se um cargo de Assessor Especial (AE-1) com vencimentos de R$ 12 mil. “O governo age de forma incoerente e perdulária ao transferir cargos de uma autarquia em vias de ser extinta para a Casa Civil e criar um novo cargo para a Secretaria de Controle Interno. É uma irresponsabilidade com o dinheiro público”, afirmou Rusch.Na próxima sexta-feira (18), o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná, julga Ação de Inconstitucionalidade (Adin) do governo que aprovou projeto autorizando o Executivo a remanejar cargos comissionados sem a devida autorização do Legislativo. “É mais um caso de desrespeito à coisa pública”, concluiu o vice-líder da Oposição.
Notícias Relacionadas
13:38
Assembleia Legislativa promove semana de homenagens e debates sobre infância, fibromialgia e fortalecimento do meio rural
Dez projetos de lei estão na pauta da sessão plenária da próxima segunda-feira (18).
Leia mais
13:08
Assembleia Legislativa sedia audiência pública sobre fibromialgia e os impactos da nova lei federal
Proposta pelo deputado Gilson de Souza (PL), reunião vai debater direitos, atendimento multidisciplinar, inclusão e desafios enfrentados por pessoas com fibromialgia no Paraná.
Leia mais
12:36
Assembleia Itinerante encerra participação na Expoingá com foco em cidadania, formação política e aproximação com a população
Programação da Assembleia Itinerante reuniu estudantes, idosos, empreendedores e lideranças regionais em ações de educação legislativa, debates públicos e serviços à comunidade durante a feira em Maringá.
Leia mais
11:16
Assembleia promove debate sobre preservação e mercado dos porcos crioulos no Estado
Audiência pública de iniciativa do deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) reúne produtores, pesquisadores e representantes do setor agropecuário.
Leia mais