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Governo Revela Novo Escândalo Ao Responder Denúncia, Diz Rossoni
13h51
por Sonia Maschke / Jaime Santorsula Martins / 41 3350-4193 / MATÉRIA DE RESPONSABILIDADE DO GABINETE DA LIDERANÇA DA OPOSIÇÃO
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“O secretário Iatauro tentou justificar as despesas absurdas com viagens e acabou revelando um escândalo ainda mais grave” disse Rossoni. “Segundo Rafael Iatauro o número de servidores estaduais aumentou em 77% desde 2003, posse de Requião. O número de funcionários saltou de 90 mil funcionários para 160 mil em quatro anos”. “Esses números revelam um inchaço da máquina nunca visto. Muito maior até mesmo que o promovido e pretendido pelo governo Lula na máquina federal”, diz Rossoni . “Com essa informação podemos entender uma série de coisas. Entre elas porque o estado do Paraná quebrou, porque o governo Requião teve de apresentar dois balanços maquiados para fechar as contas e porque falta dinheiro para coisas essenciais como saúde, saneamento, educação e até a compra de remédios especiais”, disse.Rossoni ressaltou que a Oposição tem o dever de fiscalizar o governo e apontar as falhas, na expectativa que sejam corrigidas. "Não é um campeonato para saber qual governo cometeu mais irregularidades. O que me causa espanto é saber que as comparações e explicações do governo vêm através de um ex-conselheiro do Tribunal de Contas. Por que o Iatauro não fiscalizou e, se havia irregularidades, não tomou providências, na época em que era o responsável por fiscalizar as contas do governo?", questionou. Gastos com viagensRossoni revelou nesta semana que o governo estadual gastou R$ 210 milhões em viagens, no período de quatro anos. O valor é referente a diárias, hospedagem, passagens e locomoção. Foram R$ 34,7 milhões em 2003, R$ 44,4 milhões em 2004, R$ 66,3 milhões em 2005, R$ 63,7 milhões em 2006. Os valores estão no Balanço Geral do Estado, que não identifica a forma como foi efetuado o ressarcimento. Pode ter sido através de ressarcimento em dinheiro após a viagem (o que ocorre com o alto escalão) ou crédito em cartão corporativo. Fac-símile da matéria do governo do estado sobre cartão corporativo Governo do PR reduziu gastos com cartão corporativo mesmo com aumento da folha - 18/10/2007 17:20:40 O secretário-chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, rebateu nesta quinta-feira (18) as dúvidas da bancada de oposição na Assembléia Legislativa sobre uso de cartão corporativo com números que revelam a diminuição dos gastos na comparação com a administração anterior. “Os valores gastos em 2004, por exemplo, são menores que os de 2002. E a comparação não leva em conta o aumento de 77% no número de servidores estaduais ocorrido a partir de 2002”, afirmou. O secretário ressaltou que naquele ano o Estado tinha 90 mil funcionários e 160 mil atualmente.Iatauro esclarece que a oposição destacou como despesas de diárias o uso do cartão para pagamento de serviços e que os gastos só ultrapassaram os valores anteriores a 2003 quando houve o reajuste da tabela de diárias, em 2005. “Ainda assim, os recursos destinados a tal finalidade são menores se for levado em consideração o número maior de usuários”, salienta. Entretanto, o secretário ressalta que o orçamento para diárias saltou de R$ 12 milhões em 1999 para R$ 23 milhões em 2000, e alcançou R$ 31 milhões em 2002. Mesmo com maior número de usuários e sem levar em consideração qualquer correção monetária, o Governo do Estado gastou menos em 2004 (R$ 26 milhões), inclusive na comparação com o primeiro ano da atual administração, 2003, ano em que se gastou menos (R$ 30 milhões) que o último ano da gestão anterior. “Os números vêm do mesmo banco de dados utilizados pela liderança da oposição. Entretanto, assim como os pedidos de informação já respondidos a oposição parece querer omitir dados do momento histórico em que eram a base do Governo”, disse.O secretário lembrou que não é a primeira vez que a oposição faz interpretações equivocadas sobre os dados que o Governo do Estado disponibiliza justamente para transparência das contas públicas e que todos os pedidos de informação da bancada de oposição encaminhados para a Casa Civil foram respondidos. “Mesmo aqueles que foram mal formulados”, completa Rafael Iatauro.
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