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Na semana do Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras, nos dias 8 e 9 de março, 1,2 mil trabalhadoras sem terra participam da Jornada Nacional de Mulheres da Via Campesina, com marcha e debate na cidade de Porecatu, Norte do Paraná. No dia 8 de março, as mulheres participam de debates no Centro Comunitário da Prefeitura de Porecatu. As trabalhadoras sem terra se mobilizam em defesa da vida, da reforma agrária, da agroecologia, da biodiversidade, da agricultura camponesa, da saúde, e educação gratuita e de qualidade para todos os brasileiros. Com o lema “Mulheres Camponesas em Luta Contra o Agronegócio, pela Reforma Agrária e Soberania Alimentar”, as trabalhadoras marcham no dia 9 pelo centro de Porecatu com encerramento na praça central. As sem terra vão denunciar o modelo excludente e concentrador do agronegócio, a produção dos monocultivos (da cana de açúcar, soja, eucalipto, pinus, entre outros) e as transnacionais que destroem a biodiversidade, a cultura camponesa e inviabilizam a reforma agrária.No mês do Dia Internacional das Mulheres, em todo o mundo, ocorrem denúncias das inúmeras formas de violência praticada contra as mulheres: pelo consumismo, as relações no trabalho, a indústria da beleza, a violência doméstica, exploração sexual, entre outras. Para a coordenadora estadual do MST, Izabel Grein, este também é um mês de homenagem as mulheres trabalhadoras que lutam por mudanças na sociedade brasileira, e de “denúncia contra o modelo de sociedade que exclui grande parte da população em benefício de poucos, concentra riquezas e destrói o planeta”.Durante a jornada, as trabalhadoras também cobram o assentamento das seis mil famílias que permanecem acampadas em 65 acampamentos no Estado e a desapropriação da Fazenda Variante em Porecatu. A fazenda, do grupo Atalla, onde foram encontrados trabalhadores em situação de escravidão, está ocupada por 300 famílias do MST desde o início de novembro do ano passado.
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