Ministro Francisco Rezek fala sobre Direitos Humanos e das distorções em torno do tema
Com críticas ao que chamou de isolamento dos direitos humanos e exemplos práticos de violação desse conceito, o jurista Francisco Rezek palestrou, por cerca de uma hora, na manhã desta sexta-feira (12) no Plenário da Assembleia Legislativa, a convite da Escola do Legislativo da Casa. No público, estudantes de Direito, servidores e autoridades do Direito que atuam no Paraná. Ele falou sobre o tema “Direitos Humanos: universalidade e ambiguidades na hora atual” Para o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-juiz da Corte Internacional de Justiça – órgão da ONU com sede na Holanda e responsável por resolver conflitos envolvendo países membros, “é preciso lembrar que o sentido de Direitos Humanos vai além, por exemplo, das reparações de violações que aconteceram no passado. Para ele, é preciso que a prioridade seja para o momento atual da sociedade, que tem diariamente os direitos humanos violados”.
(Sonora)
Defendeu o regime de governo presidencialista, a permanência do voto obrigatório no Brasil e entre os exemplos práticos da distorção do que se considera direitos humanos, falou da guerra do Iraque, mais uma vez fazendo duras críticas ao uso do conceito, chamando de hipocrisia (e não apenas nesse caso) o que considerou interesses próprios de um determinado grupo ou governo e falou ainda de reforma política.
. Quem veio já sabia: valeria a pena ouvi-lo. Caso do procurador-geral do Estado, Paulo Rosso.
(Sonora)
Mineiro nascido em Cristina, no Sul do estado, Francisco Rezek graduou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Entre os tantos títulos, é Doutor em Direito Internacional Público pela Universidade de Paris. Na Procuradoria da República, chegou a ocupar a Subprocuradoria-Geral. Em 1983, aos 39 anos, foi indicado para a Suprema Corte, onde exerceu ao longo da bem-sucedida carreira jurídica, a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 1989 e 1990. Professor universitário, ministrou cursos no Brasil e no exterior e publicou vários livros, principalmente sobre Direito Internacional
Para o defensor-geral do Estado, Sérgio Parigot de Souza, participar da palestra foi uma oportunidade e tanto para toda a comunidade jurídica.
(Sonora)
O diretor da Escola do Legislativo, Dillyardi Alessi disse que trazer nomes como Rezek e tantos outros que já palestraram no Plenário da Assembleia, é uma forma de aproximar o público da Assembleia e dar agilidade e trazer ainda mais qualidade ao trabalho dos próprios deputados.
(Sonora)
A Escola do Legislativo foi criada em setembro do ano passado pela Mesa Executiva da ALEP, presidida pelo deputado Ademar Traiano (PSDB) e faz parte da política de capacitar os servidores da Casa e o público que participa. E vem desenvolvendo ações voltadas aos deputados, vereadores, servidores do Legislativo e de câmaras municipais, lideranças comunitárias, entidades e cidadãos em geral.
Francisco Rezek considerou uma inovação a ideia do Poder Legislativo em criar a sua própria Escola.
(Sonora)
Quem participa das palestras, que são inteiramente gratuitas, recebe certificados de carga horária correspondente a duas horas.
Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Cláudia Ribeiro.
Notícias Relacionadas
Confira um resumo das principais notícias da Assembleia Legislativa no Boletim Assembleia
Leia mais
Comissão de Obras Públicas aprova projeto que altera lei que regula o manejo de vegetação nos arredores de torres de transmissão
Mudanças visam aprimorar a legislação e dirimir dúvidas de proprietários rurais e distribuidoras de ener-gia.
Leia maisAssembleia Legislativa aprova incentivo à Economia Azul para impulsionar o litoral paranaense
Projeto busca estimular desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental e foi um dos itens votados nas sessões desta terça-feira (2).
Leia maisCCJ confirma parecer do Conselho de Ética pela perda de mandato do deputado Renato Freitas (PT)
Cabe agora ao Conselho de Ética elaborar um Projeto de Resolução, a ser enviado à Mesa Executiva para inclusão em pauta e votação final pelos deputados em Plenário; votos contrários do deputado Arilson Chiorato (PT) e da deputada Ana Júlia (PT) foram rejeitados pelo colegiado.
Leia mais