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Nova temporada do “Conversa Saudável” debate saúde mental em série de seis episódios

Entrevistas abordam causas, tratamentos e estratégias de prevenção, além de orientar o público sobre acesso a serviços assistenciais disponíveis.

A série aborda ansiedade, burnout, transtornos de humor, depressão, transtornos psicóticos e o funcionamento da rede pública de atendimento pelo SUS.
A série aborda ansiedade, burnout, transtornos de humor, depressão, transtornos psicóticos e o funcionamento da rede pública de atendimento pelo SUS. Créditos: Rubens Burigo/TV Assembleia

A nova temporada do programa Conversa Saudável, da TV Assembleia, já está no ar com a proposta de debater, em seis episódios, os principais transtornos mentais que impactam a população brasileira. A série aborda ansiedade, burnout, transtornos de humor, depressão, transtornos psicóticos e o funcionamento da rede pública de atendimento pelo SUS, apresentando causas, tratamentos, mitos e verdades, além de criticar diagnósticos feitos pela internet e reforçar a importância da busca por profissionais habilitados. O primeiro episódio da temporada foi ao ar no último dia 25 de fevereiro.

A iniciativa surge em um momento crítico: estima-se que cerca de 3% da população brasileira conviva com transtornos mentais graves e persistentes, enquanto os afastamentos por ansiedade cresceram mais de 400% na última década, segundo levantamentos recentes.

“Existe ainda um grande tabu envolvendo as doenças mentais, e quanto mais a gente discutir publicamente este problema, que atinge muito mais pessoas do que se imagina, melhor para o diagnóstico correto e o tratamento. A TV Assembleia, sendo uma TV pública, vem para desmistificar essas doenças, trazer para a população informação correta e confiável e orientações para buscar ajuda”, disse Ana Zimmerman, coordenadora da TV Assembleia.

“Em uma TV pública, é praticamente uma obrigação trazermos para o debate assuntos que impactam diretamente a vida das pessoas. E essa temporada cumpre essa premissa. Com uma linguagem bastante acessível, os profissionais que entrevistamos esclareceram muitas dúvidas e fizeram alertas relevantes para quem tem qualquer tipo de problema de saúde mental”, avalia Rubens Burigo, produtor da TV Assembleia.

A jornalista Gissele Camargo conduziu a maioria das entrevistas. Segundo ela, cada vez mais pessoas têm sofrido por falta de saúde mental e “por isso é tão importante abordar esse tema de maneira profunda, buscando informação e caminhos que possam promover qualidade de vida”.

Episódios

O episódio de estreia, exibido em 25 de fevereiro, discutiu o crescimento alarmante dos transtornos de ansiedade no Brasil. Participaram do debate a psiquiatra Andressa Costa da Cunha, conselheira do CRM-PR, e a psicóloga Josiane de Fátima Farias Knaut, conselheira do CRP-PR. As especialistas analisaram como a hiperconectividade digital e a pressão por produtividade transformaram um mecanismo natural de proteção em uma condição incapacitante para milhares de trabalhadores. “É fundamental fazermos uma diferenciação entre cansaço e exaustão. Quando descansamos e, no outro dia, permanecemos exaustos, acordamos cedo e não melhoramos, isso já é um sintoma de exaustão. Irritabilidade, dores de cabeça, tensões, falta de paciência, deixar de gostar do que sempre se gostou ou não ver mais sentido, distanciar-se afetivamente daquilo que era relevante são sintomas da exaustão”, explicou Josiane.

No segundo episódio, que será exibido em 4 de março, o foco será o crescimento de quase 500% nos afastamentos por burnout. A psicóloga Marina Pires Alves Machado Sfreddo, conselheira-secretária do CRP-PR, e o médico do trabalho Elver Andrade Moronte analisarão como modelos contemporâneos de trabalho, marcados por metas excessivas e insegurança contratual, têm contribuído para o esgotamento profissional, principalmente entre as mulheres.

O terceiro programa, programado para 11 de março, trará uma reflexão aprofundada sobre transtornos de humor. A psiquiatra Andressa Costa da Cunha e a psicóloga Carla Chemure Cechelero Slongo discutirão a linha tênue entre variações naturais de sentimento e quadros clínicos como depressão e transtorno bipolar. As especialistas explicarão que o diagnóstico em saúde mental é baseado na observação clínica e em manuais estatísticos, já que não há exames laboratoriais que confirmem essas condições. Os participantes também discutirão a importância da incorporação de hábitos saudáveis para garantir o equilíbrio emocional.

No quarto episódio da série sobre saúde mental, programado para 18 de março, o psiquiatra Ramon Cavalcanti Ceschim abordará o impacto da depressão na produtividade e na qualidade de vida. O especialista diferenciará tristeza passageira de depressão clínica e destacará sinais como perda de prazer, alterações do sono e isolamento social.

O quinto episódio, que vai ao ar em 25 de março, desmistificará os transtornos psicóticos, esclarecendo que não se trata de uma única patologia, mas de um conjunto de condições que podem estar presentes na esquizofrenia, no transtorno bipolar ou em depressões graves. O entrevistado alertará sobre o uso de substâncias como cannabis e alucinógenos, que podem antecipar quadros em indivíduos predispostos. O programa também discutirá a evolução dos antipsicóticos, a importância da terapia cognitivo-comportamental e explicará que a eletroconvulsoterapia, hoje realizada de forma controlada e indolor, é um recurso terapêutico seguro em casos específicos.

Encerrando a temporada, o episódio previsto para 1º de abril detalhará o funcionamento da rede pública de saúde mental no Paraná. A chefe da Divisão de Atenção à Saúde Mental da Sesa-PR, Suelen Gonçalo, explicará que a porta de entrada do sistema é a Unidade Básica de Saúde (UBS), que pode encaminhar pacientes aos CAPS quando necessário, e apresentará o projeto Planifica SUS.

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