Participação de jovens no jogo ‘Baleia Azul’ será debatida em audiência na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (9)
Comissão de Educação da Alep pretende ampliar o debate sobre a prevenção e o aliciamento de crianças e adolescentes na internet.
A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), presidida pelo deputado Hussein Bakri (PSD), quer ampliar a discussão sobre a tecnologia, a dignidade humana e o papel das mídias sociais na vida dos estudantes. Uma audiência pública nesta terça-feira (9), a partir das 8 horas, no Plenarinho da Casa, alusiva ao Dia de Tecnologia e Dignidade Humana, instituído para o 15 de maio, vai marcar o início do trabalho interinstitucional do plano de prevenção ao aliciamento de crianças e adolescentes na internet.
O delegado do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), Demétrius Gonzaga de Oliveira, fará uma palestra sobre vulnerabilidade nas redes. “Será uma ampla discussão com educadores, chefes regionais dos núcleos de educação, com participação total da Secretaria de Estado da Educação e dos alunos. Haverá palestras com especialistas e muita informação sobre a prevenção e preservação dos nossos estudantes diante dos perigos das redes sociais, porque existe uma grande exposição ao aliciamento”, afirmou Hussein Bakri.
O deputado já havia manifestado na tribuna da Assembleia a preocupação com a participação de jovens no jogo “Baleia Azul”, em que desafios lançados aos adolescentes nas redes sociais resultariam em graves automutilações ou até mesmo em casos de suicídio, em diferentes países e inclusive no Brasil.
Plano estadual – Segundo Bakri, um grupo de trabalho integrado por diversos segmentos governamentais deverá percorrer o estado levando o debate às escolas. “Pretendemos visitar os núcleos e disseminar o conteúdo da audiência para os alunos, mostrando que as redes sociais têm coisas muito boas, mas também podem apresentar um perigo muito grande”, adiantou.
A audiência garante efetividade ao Decreto nº 4.394/2016, que regulamentou a Lei estadual nº 18.572, instituidora em 2015 do Dia de Tecnologia e Dignidade Humana, destinado à mobilização social e prevenção à erotização infantil e ao aliciamento de crianças e adolescentes na internet.
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