Rede de voluntários vai expor seu trabalho na Comissão de Saúde da Assembleia
Ações da Libersol tiveram início em 2017 com foco na economia solidária para promover a reinserção social de pessoas com distúrbios mentais.
A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) terá a oportunidade de conhecer o trabalho realizado pela Libersol, rede de voluntários que atua nas áreas de saúde mental e economia solidária. A entidade atua hoje em municípios da Região Metropolitana de Curitiba, mas quer se interiorizar e planeja estender sua ação a outras regiões do Estado.
Para isso, precisa de apoio público e vai buscá-lo na Comissão de Saúde, onde os fundadores da Libersol vão expor seu trabalho. Com esse fim, o presidente da Comissão, deputado Dr. Batista (PMN), convocou reunião do colegiado para a próxima terça-feira, dia 17.
A Libersol surgiu em 2017, tendo como ponto de partida a oficina Economia Solidária e Saúde Mental: Inclusão pelo Trabalho, realizada no final de 2016 numa iniciativa conjunta da Incubadora Social Marista, do setor de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da diretoria de Saúde da Prefeitura de Curitiba.
Profissionais de diferentes áreas constataram que, através da economia solidária, é possível promover a reinserção social – e no mercado de trabalho – de pessoas com distúrbios mentais, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, segundo explica o psicólogo Caíque Setti Franzoloso, um dos fundadores da Libersol.
Em apenas dois anos, a Libersol constituiu 30 grupos de trabalho formados por 250 homens e mulheres atendidos: eles estão se reintegrando à sociedade trabalhando com artesanato, culinária, corte e costura, jardinagem e inúmeras outras atividades. Ofícios que não apenas os trazem de novo à vida ativa, mas lhes restituem a autoestima e o amor da família.
Para desenvolver suas ações, a Libersol tem parceiros na sociedade organizada – um deles é a Associação Arnaldo Gilberti, de atenção a pessoas com transtorno mental. Sua ação depende do trabalho de voluntários e de doações da comunidade. Os responsáveis se reúnem às quintas-feiras no prédio de Terapia Ocupacional da UFPR.
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