Relatório da LDO é aprovado na Comissão de Orçamento
Por quatro votos a dois, o relatório da Comissão de Orçamento da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), foi aprovado no começo da tarde desta segunda-feira (21). A reunião aconteceu na sala das comissões e contou com a presença dos deputados Paulo Litro (PSDB), Cláudia Pereira (PSC), Cristina Silvestri (PPS), Nelson Luersen (PDT), Rasca Rodrigues (PV), Nereu Moura (PMDB), que é o presidente da Comissão e Elio Rusch (DEM), relator do Orçamento. Das 65 emendas apresentadas, 38 foram acatadas, 24 rejeitadas, duas aprovadas parcialmente e uma retirada. Entre as principais alterações em relação ao projeto original do Governo do Estado, estão o remanejamento de recursos, que passou de 7% para 10%. Elio Rusch explicou que a mudança precisou ser feita em função da crise financeira pela qual o país atravessa.
(Sonora)
O relator também justificou outras mudanças: que algumas foram feitas em função da técnica legislativa. Disse também que colocou as emendas apresentadas pelos deputados em um único artigo: o 34, que foi segundo, Rusch, subdividido por secretarias.
Mas a emenda mais polêmica diz respeito à lei aprovada na Casa sobre a mudança na Data Base dos servidores públicos do Estado de maio para janeiro, onde seria implantada a reposição salarial em 2017, mas que foi retirada do orçamento. O Governo alega que não tem condições de pagar as promoções e progressões atrasadas de algumas categorias de servidores mais a reposição juntas. Só com as progressões e promoções, o custo será de R$ 1 bilhão e 400 milhões de reais, que foram inclusos no orçamento.
Nesse caso, a justificativa do relator é que a lei (que não foi revogada) será aplicada depois desse pagamento.
(Sonora)
Nereu Moura lembrou que a Bancada da Oposição apresentou uma emenda para que a reposição fosse parcelada ao longo de 2017, mas prevaleceu o substitutivo do Governo. O deputado então disse que vai apresentar um destaque à emenda do Governo em Plenário, já que o trâmite do Orçamento não permite apresentação de emendas fora da Comissão de Orçamento. Mesmo assim, isso só vai acontecer se ele conseguir 18 assinaturas de parlamentares.
(Sonora)
Representantes do Fórum dos Servidores (FES) participaram da reunião. A presidente Marley Fernandes disse que os servidores vão se mobilizar e pressionar os deputados para que não aprovem a LDO como ela está.
(Sonora)
O projeto da LDO deve ir a Plenário ainda esta semana. Garantiu o presidente Ademar Traiano (PSDB). Ele disse ainda que os servidores têm o direito de se manifestar, mas avisou: vai tomar medidas para que excessos não sejam cometidos.
(Volta sonora)
A LDO determina quanto, onde e como vão ser aplicados os recursos arrecadados pelo Governo no ano seguinte. Para 2017, a previsão é que seja de R$ 55,6 bilhões. Ela deveria ter sido votada no primeiro semestre legislativo, mas em 2016 foi adiada em função de medidas a respeito dos gastos do Governo Federal que seriam tomadas no Congresso. Tanto que os parlamentares paranaenses nem tiveram recesso no meio do ano. Eles não podem interromper o trabalho antes da votação da LDO.
Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Cláudia Ribeiro.
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