Secretário da Fazenda destaca crescimento na arrecadação do Estado por meio do ICMS
Segundo Hauly, o Paraná vive um momento extraordinário, crescendo acima da média nacional, e os programas de investimento do Governo estadual estão sendo executados de acordo com a previsão orçamentária. “O Paraná tem o melhor desempenho entre os estados do sul e do sudeste. Nenhum outro estado conseguiu pela sua própria arrecadação, aumentar tanto os índices como o nosso, fruto também da política fiscal que estamos desenvolvendo”, afirmou.
Somente com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que representa 82,21% da receita bruta do Estado, a arrecadação própria foi de R$ 11,4 bilhões. O secretário disse que se o Paraná dependesse apenas das transferências financeiras por parte da União, elas representariam 2,9% do manejo. “O ICMS é a maior fonte de receita do Estado. Se o Estado dependesse da transferência do governo federal, não poderíamos aumentar salários e despesas”, ressaltou ele, lembrando também a pendência de operações de crédito. “Estamos rigorosamente em dia nos compromissos assumidos com o governo federal. Mas é imperioso, fundamental, que a gente receba as operações de crédito e os repasses financeiros. O Governo do Estado poderia fazer mais obras se houvesse esta liberação de recursos”.
Energia – Outra preocupação apresentada por Hauly refere-se à diminuição na arrecadação do ICMS da energia, após o anúncio pela presidente Dilma Rousseff, na semana passada, de redução das tarifas do setor. Com isso, o Executivo já está estudando medidas para suportar o impacto financeiro e equacionar o caixa do Estado ao novo regramento nacional. “Devemos perder R$ 450 milhões por ano com esta medida de corte no ICMS da energia. E teremos que nos adequar a esta realidade”, ponderou o secretário.
O aumento no percentual das despesas foi justificado pelo representante do Executivo pela antecipação dos repasses financeiros aos municípios. A previsão é que até o final do ano a relação receita e despesa também esteja mais equilibrada, ainda que o cenário seja de otimismo, como assegurou Hauly. A evolução nominal de gastos com pessoal e encargos foi de 17,3%, equivalente a R$ 9,2 bilhões no período, representando 53,5% na participação do orçamento.
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