Tragédias nucleares de Hiroshima e Nagasaki são relembradas na Assembleia com exposição
40 painéis com fotografias, reproduções de páginas de jornais da época e textos com informações que ilustram parte do que foi a maior catástrofe nuclear mundial, quando os Estados Unidos lançaram as bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, estão expostos no Espaço Cultural da Assembleia desde o começo da tarde desta segunda-feira (8). Imagens chocantes em um primeiro momento, mas que são carregadas de simbolismo: evitar que tragédias como estas se repitam.
Já faz 71 anos que as bombas atômicas mataram mais de duzentas mil pessoas e deixaram sequelas em outras duzentas mil. Mas os japoneses fazem questão de relembrar, ano a ano o fato, desde 1945, sempre nas datas em que ele ocorreu: nos dias 6 e 9 de agosto.
O cônsul do Japão em Curitiba, Toshio Ikeda, usou a Tribuna da Casa, durante o Grande Expediente, para lembrar que existem atualmente 15 mil armas nucleares nas mãos de grandes potências mundiais e para dizer que é preciso que a população do planeta se conscientize do efeito devastador que uma explosão pode provocar. Para ele, expor o material, que faz parte do acervo do Consulado Japonês na capital, é uma maneira de mostrar parte dessa devastação.
(Sonora)
A iniciativa de trazer a exposição para a Assembleia foi do deputado Paulo Litro (PSDB). Ele diz que, além de relembrar a tragédia e as vítimas, foi também uma forma de homenagear a colônia japonesa no Paraná, a segunda maior do país, ficando atrás apenas do estado de São Paulo.
(Sonora)
Os painéis vieram da região atingida há vinte anos e o consulado disponibiliza para entidades como a Assembleia que queiram expor o material. Para o presidente da Casa, o deputado Ademar Traiano (PSDB), a exposição é uma das mais importantes no Espaço Cultural até agora, porque preserva a memória dos que sofreram e ainda sofrem as consequências das bombas, e é uma reflexão sobre como a guerra pode ser cruel.
(Sonora)
As bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, no Japão, foram lançadas pelos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial. No dia 6 de agosto de 1945, foi lançada sobre Hiroshima a bomba atômica de urânio. Três dias depois, em 9 de agosto, uma bomba nuclear de plutônio veio sobre Nagasaki. As mais de duzentas mil mortes ocorreram não apenas nesses dias, mas ao longo dos quatro meses que se seguiram às explosões, em decorrência do efeito das queimaduras e de outras lesões, agravadas pela radiação. Ainda há sobreviventes da tragédia, muitos com sequelas.
O filho de um sobrevivente da tragédia, Naoki Ogawa, que vive hoje em Frei Rogério (SC), também participou do Grande Expediente. No município, há um grande número de descendentes de japoneses. Ele atua em uma associação que busca conscientizar crianças sobre a importância de lutar para que tragédias como a de Hiroshima e Nagasaki nunca mais aconteçam e para abolir de vez as armas nucleares.
A mostra pode ser vista no Espaço Cultural, entre os prédios do Plenário e Administrativo, até a próxima sexta-feira (12).
Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Cláudia Ribeiro.
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