"Vamos deixar a educação para quem entende e a segurança para quem tem essa responsabilidade", diz deputada.
A deputada estadual Luciana Rafagnin parabenizou os professores do estado pela melhoria no ranking do Ideb e disse que "se os recursos destinados às escolas cívico-militares fossem investidos nas escolas que já existem, teríamos maior excelência".
Em discurso na sessão plenária desta quarta-feira (23) na Assembleia Legislativa do Paraná, a deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) parabenizou os professores e trabalhadores da educação do estado pela melhora na nota do Ideb e pela elevação da posição do Paraná nesse ranking. "São esses profissionais os principais responsáveis, apesar de todos os ataques sofridos e da retirada de direitos nos últimos anos, pela melhora na qualidade da educação no estado. Meus parabéns e agradecimentos à categoria", disse Luciana.
A deputada também manifestou seu voto contrário ao projeto que cria 200 escolas cívico-militares no Paraná. "Se os recursos destinados às escolas cívico-militares fossem investidos nas escolas que já existem, teríamos maior excelência", afirmou. Ela ainda lembrou que a proposta do governo representa um retrocesso no processo democrático na rede pública estadual de ensino, uma vez que acaba com as eleições para escolha de diretores e essa interferência direta e autoritária na gestão escolar também afeta a implementação do projeto pedagógico nas instituições públicas. "Vamos deixar a educação para quem entende e a segurança para quem tem essa responsabilidade", disse.
Luciana rebateu críticas infundadas de parlamentares, feitas nesta semana, durante discussão do projeto de lei das escolas cívico-militares, que costumam atribuir ao Partido dos Trabalhadores as culpas de todas as mazelas existentes na sociedade, sem respaldo algum na veracidade dos fatos. "Há poucos dias, um colega fez aqui discurso de ódio, afirmando que as escolas cívico-militares vêm para, na opinião dele, acabar com a 'baderna' que o PT criou. Quero lembrar esse colega que o PT nunca governou o Paraná e deixar bem claro aqui que não temos essa culpa", concluiu.
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