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Violência Deve Ser Combatida Com Ações Integradas
18h26
por MATÉRIA DE RESPONSABILIDADE DO GABINETE DO DEPUTADO EDSON STRAPASSON/ Assessoria de Imprensa / Vilmar Junior / (41) 3350-4073
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“Precisamos assumir a responsabilidade e estabelecer ações integradas entre os governos federal, estadual e municipal, para que juntos com a sociedade possamos buscar mecanismos para a redução da criminalidade, com a intervenção social e o resgate dos jovens”, defendeu o deputado estadual Edson Strapasson (PMDB) em discurso no plenário da Assembléia Legislativa do Paraná (Alep). O parlamentar falou, nesta segunda-feira (22), sobre a violência no país e repudiou as ações violentas de vigilantes e policiais.Para Strapasson, ações violentas não podem contar com o apoio de qualquer membro da sociedade. O parlamentar citou como exemplo o filme “Tropa de Elite”, que estaria instigando as pessoas a compactuarem com a violência. “Violência não se combate com violência, especialmente quando implica em retirar a vida de alguém. É triste saber que existem pessoas que defendem uma ação violenta como solução para acabar com a criminalidade. É evidente que se deve punir, mas respeitando os preceitos da lei”, disse. Segundo informações do Ministério da Justiça (MJ), das 11 maiores regiões metropolitanas do país, a de Curitiba ocupa o oitavo lugar em violência, com uma taxa de homicídios de 38,1 para cada 100.000 habitantes. Os dados ainda destacam que 76,2% dos homicídios acontecem entre a população jovem, na faixa entre 15 e 29 anos de idade.Strapasson entende que é preciso conhecer de perto a realidade de cada região, porque não é somente colocando a polícia na rua que vai se combater a criminalidade. O parlamentar destacou a iniciativa do governo federal com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). “O Pronasci é focado diretamente na questão da segurança pública e políticas sociais. Um programa articulado nestas duas direções e com investimentos previstos de mais R$ 6 bilhões até 2012, certamente, poderá colaborar muito com a segurança”, observou.O parlamentar foi objetivo e firme ao afirmar que cabe a sociedade determinar seu futuro. “A sociedade deve estabelecer se quer ter um futuro melhor ou se quer apenas manter o discurso que de um lado estão aqueles que produzem e do outro estão os marginais. Não é assim. Não pode ser assim. Basta acompanhar a imprensa para ver que temos pessoas capazes de gastar milhões em festas e luxo, mas são incapazes de aumentar em R$ 100 o salário de sua empregada doméstica. Muitas vezes é esse dinheiro que garante a sobrevivência da família”, afirmou.O deputado Strapasson destacou, ainda em seu discurso, a postura da imprensa, que acaba julgando os fatos levando em conta a condição social e racial do acusado. “Quando acontece um crime e o acusado é de maior nível social, o caso é tratado como acidente. Mas, quando um jovem negro é assassinado na periferia, aparecem manchetes nos jornais afirmando se tratar da morte de um traficante ou ladrão. Isto acontece em nosso país e é a versão que parte da imprensa acaba nos colocando como a verdade dita pelos órgãos oficiais”.Ao finalizar, o representante da RMC na Alep, observou que o governo e a sociedade têm uma grande responsabilidade. “Precisamos, juntos, reduzir as desigualdades, estabelecendo programas sociais para que o jovem, que está próximo da violência, como vítima não se torne um agente e tenha um futuro melhor. Caso contrário, ele tende a seguir pelo caminho que dispõe”, conclui Strapasson.Pronasci – O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do governo federal, pretende investir mais de R$ 6,7 bilhões em segurança até 2012. O foco será os brasileiros de 15 a 29 anos que vivem em situação de risco, nas 11 regiões metropolitanas com os maiores índices de violência. O programa vai atuar contra a criminalidade integrando políticas de segurança pública com ações sociais. O policial também será valorizado pelo Pronasci. O governo pretende criar uma linha de crédito habitacional para os policias de baixa renda e prevê ainda um piso de cerca de R$ 1,6 mil, além da construção de 187 prisões.
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