Projeto com normas para participação da iniciativa privada no SUS tem votação adiada na CCJ
Pelo projeto, a participação se daria quando a disponibilidade do Estado fosse insuficiente para garantir a devida assistência aos pacientes.
Em sessão realizada na tarde desta terça-feira (21) a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná começou a analisar o projeto de lei nº 88/2017, de autoria do Poder Executivo, estabelecendo normas sobre a participação complementar da iniciativa privada no Sistema Único de Saúde (SUS). O relator da matéria, deputado Tiago Amaral (PSB), explicou que a administração estadual nada mais faz do que se ajustar à legislação federal sobre o tema. A complementação ou suplementação se dará quando a disponibilidade do Estado for insuficiente para garantir a cobertura assistencial de uma determinada área, via contrato administrativo ou convênio, dando preferência às entidades filantrópicas ou sem fins lucrativos.
O líder do Governo na Casa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), enfatizou a importância e a urgência da matéria, mas um pedido de vista formulado pelo deputado Tadeu Veneri (PT) adiou sua votação para a próxima reunião. Outras duas propostas governamentais foram examinadas e aprovadas na sessão desta terça: o projeto de lei nº 89/2017, revogando o decreto-lei nº 139/1943, que autorizou a doação de bem imóvel à “Cooperativa Mixta dos Servidores do Estado” (sic), já inativa, conforme atesta a Junta Comercial do Paraná, e o projeto de lei nº 90/2017, autorizando o Executivo a efetuar a doação de imóvel ao município de Francisco Beltrão.
Emendas – Foi aprovada a subemenda do deputado Alexandre Guimarães (PSD) ao projeto de lei nº 938/2015, de sua própria autoria, estabelecendo a obrigação de hospitais, clínicas, consultórios e similares a informar aos pacientes em tratamento de câncer que a reconstrução da mama retirada é feita de forma gratuita nos hospitais públicos. O mesmo ocorreu com emendas apresentadas pelos deputados Alexandre Curi (PSB) e Wilmar Reichenbach a projeto assinado por este último, disciplinando a utilização dos termos “Cartório” e Cartório Extrajudicial”.
Entre os textos aprovados estão também o projeto de lei nº 248/2015, de autoria do deputado Alexandre Curi, concedendo o título de “Capital da Fé em Santa Rita de Cássia” ao município de Lunardelli, e o projeto de lei nº 401/2016, de autoria do deputado Evandro Júnior (PSDB), instituindo a Semana de Conscientização, Orientação e Prevenção da Síndrome de Guillain-Barré.
Atendendo solicitação do deputado Felipe Francischini (SD), foi baixado em diligência à Secretaria de Estado da Fazenda e à Procuradoria Geral do Estado o projeto de lei nº 57/2017, assinado pelos deputados Alexandre Curi e Luiz Claudio Romanelli, incluindo parágrafo na Lei nº 16.348/2009, que concede remissão de débitos das companhias de desenvolvimento municipais. Francischini pediu vista também do projeto de lei nº 27/2017, de autoria do deputado Romanelli, proibindo a prática de frisagem em pneus e sua comercialização.
Entre as proposições rejeitadas estão o projeto de lei nº 347/2016, de autoria do deputado Marcio Pacheco (PPL), tratando da informatização da Carteira de Vacinação; o projeto de lei nº 111/2015, de autoria do deputado Ney Leprevost (PSD), reservando vagas especiais de estacionamento para pacientes ou acompanhantes durante o atendimento médico em frente a hospitais públicos e privados; e o projeto de lei nº 254/2016, do deputado Schiavinato (PP), tornando obrigatório o envio de informações referentes a crianças e adolescentes pelas entidades de acolhimento familiar e institucional.
Notícias Relacionadas
CCJ inicia análise de recursos contra suspensão de prerrogativas do deputado Renato Freitas (PT)
Parecer do relator manteve a decisão do Conselho de Ética; matérias receberam pedidos de vista e voltam à pauta na próxima reunião do Colegiado.
Leia maisEm reunião extraordinária, CCJ aprova criação de funções na Polícia Penal e fixação do efetivo da PM e do Corpo de Bombeiros
Na sequência, reunião da Comissão de Finanças aprova operações de crédito de até US$ 150 milhões.
Leia maisOperações de crédito de US$ 150 milhões ao Executivo avançam na CCJ, mas recebem pedido de vista na Comissão de Finanças
De acordo com as propostas assinadas pelo Governo do Estado, os créditos serão destinados para investimentos em desenvolvimento econômico e modernização da gestão pública.
Leia maisEm reunião extraordinária, CCJ aprova emendas ao projeto de lei que reestrutura as carreiras da Adapar
Comissão também iniciou análise de propostas do Governo que propõe empréstimos de US$ 150 milhões ao BID para impulsionar a economia e modernizar a gestão pública.
Leia mais