Conheça o trabalho da tatuadora Bárbara Nhiemetz que transformou dor em acolhimento Convidada do programa da TV Assembleia desta semana, dentro das celebrações do Outubro Rosa - mês de prevenção e combate ao câncer de mama e do colo de útero - fala da experiência de tatuar de graça ex-pacientes.

11/10/2022 15h45 | por Claudia Ribeiro
A tatuadora Bárbara Nhiemetz é a convidada do Assembleia Entrevista desta semana.

A tatuadora Bárbara Nhiemetz é a convidada do Assembleia Entrevista desta semana.Créditos: Orlando Kissner/Alep

A tatuadora Bárbara Nhiemetz é a convidada do Assembleia Entrevista desta semana.

Quando Bárbara Nhiemetz tinha entre 7 e 8 anos, a mãe dela enfrentou o câncer de mama e acabou perdendo o seio. Ela acompanhou de perto todo o processo. Mais tarde, o filho pequeno foi diagnosticado com câncer. E Bárbara reviveu o sofrimento do câncer dentro de casa. Entretanto, transformou a dor em empatia. Tatuadora profissional, criou o projeto Cores que acolhem, onde desenha a pele de ex-pacientes de graça, para que eles possam dar novo significado à vida depois de passarem por cirurgias e tratamentos. “Com tudo que passei, vendo pessoas que amo em tratamento, acabei tendo um olhar diferenciado para o próximo. No caso da minha mãe, por exemplo, eu observava quando ela se olhava no espelho e ficava abalada sem poder usar uma roupa pela falta do seio.  Isso mexeu muito com ela e comigo. Tanto que ela foi minha primeira cliente/paciente”, contou Bárbara no programa Assembleia Entrevista, que vai ao ar na TV Assembleia, nesta quinta-feira (13), às 11 horas, com reprises durante a semana.

O projeto surgiu em 2015 e, de lá pra cá, foram mais de 300 pacientes atendidos, a maioria, mulheres, que procuram a tatuadora para reconstruir a aréola ou para esconder as cicatrizes deixadas pela doença. “Eu percebo que o trabalho ultrapassa a arte de desenhar. É uma forma de resgatar a autoestima desses pacientes. Muitos ficam constrangidos em se mostrar até para a tatuadora. E, no caso das mulheres que perderam as mamas, ainda mais, já que o seio é símbolo da feminilidade, da abundância, do acalento. Não é apenas uma recuperação estética, uma cobertura de cicatriz, mas acabo devolvendo um pouco do que o câncer tirou delas”, refletiu. 

Bárbara costuma cadastrar novos clientes/pacientes no mês de outubro, em razão do Outubro Rosa, mês de prevenção e combate ao câncer de mama e de colo de útero, mas ela acaba abrindo a agenda em outros meses do ano. Separa sempre a segunda-feira para os atendimentos voluntários, que banca com o dinheiro que recebe das clientes que pagam pelo trabalho.  “Desenhos de fênix estão entre os mais pedidos, pelo simbolismo de renascimento do pássaro e também flores, pelo fato de desabrocharem, o que também significa renascimento, liberdade”, destacou, durante a entrevista. Ela também fez questão de ressaltar: “Trabalho com um protocolo especializado para cada caso. Faço sempre uma avaliação prévia, já que a tatuagem só pode ser feita após o fim do tratamento e a liberação do médico. Essa sempre foi, inclusive, uma preocupação minha ao longo desses sete anos.  O que importa é a segurança dos clientes. Sejam eles homens ou mulheres”.

Para saber mais sobre o trabalho e o projeto da tatuadora curitibana Bárbara Nhiemetz assista nesta quinta-feira (13) o Assembleia Entrevista, pela TV Assembleia.

 

 

 

 

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