Gestores apontam falhas em execução de contrato de manutenção de veículos pela JMK

10/09/2019 12h14 | por Diretoria de Comunicação
CPI da JMK ouve gestores da frota da Polícia Civil e da Secretaria de Estado da Saúde (SESA).

CPI da JMK ouve gestores da frota da Polícia Civil e da Secretaria de Estado da Saúde (SESA).Créditos: Dálie Felberg/Alep

CPI da JMK ouve gestores da frota da Polícia Civil e da Secretaria de Estado da Saúde (SESA).

Em nova reunião realizada pela CPI que apura possíveis irregularidades na prestação de serviços de manutenção da frota de veículos do Estado, gestores da Polícia Civil e da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) relataram, nesta terça-feira (10), os problemas enfrentados para o conserto dos veículos.

Aureo Lincoln Crovador da Silva, investigador da Polícia Civil, que esteve lotado no 5º Distrito durante a execução do contrato, disse que as dificuldades para o conserto dos veículos eram constantes. Segundo ele, o serviço nunca foi executado de forma adequada, além da recusa de algumas oficinas em realizar os serviços alegando a falta de pagamento por parte da empresa JMK, responsável pela gestão da frota.

Um dos casos apontados pelo investigador foi em relação a quatro viaturas que, devido à demora na prestação do serviço por parte da JMK, foram consertadas com recursos do fundo rotativo da Polícia e, posteriormente, os serviços constavam como “faturado pela JMK”.

Para o superintendente do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA), à época, Delcio Domingos Ferreira, a resposta dada pela empresa quando do atraso do conserto ou liberação dos veículos era a falta de pagamento por parte do Estado, por isso o atraso nas oficinas. Ele também relatou que em Curitiba eram poucas as oficinas que estavam habilitadas para fazer o serviço, “umas três ou quatro” e que toda a decisão do local de conserto era realizada pela JMK. “Não tínhamos participação nos orçamentos”, relatou, completando que os veículos eram enviados para orçamento em oficina determinada pela JMK e que o conserto acabava sendo executado no mesmo local. “Nunca aconteceu de ser transferido para o conserto em outra oficina”.

Por fim, o último ouvido pela CPI nessa terça-feira, foi o gestor do contrato na Secretaria de Saúde, Pedro Alves Martins. Ele disse que no início a gestão da empresa JMK foi “funcional, bem tranquila”. Os problemas começaram a aparecer no decorrer do contrato, quando a empresa “foi acumulando dívidas com as oficinas” e que, em alguns casos de consertos mais urgentes, eram resolvidos por telefone com representantes da empresa, já que as ambulâncias não poderiam ficar paradas.

Segundo ele, os veículos eram enviados para as oficinas apontadas pela JMK e que tinham o orçamento de menor valor, mas que “em alguns casos essas oficinas não tinham porte para consertar os veículos, principalmente, as ambulâncias”, apontou. Pedro Martins disse ainda que toda a gestão da SESA era concentrada em Curitiba e que havia uma conferência para ver se o serviço havia sido executado antes de seguir para o financeiro liberar a nota fiscal.

O presidente da CPI, deputado Soldado Fruet (PROS), reforçou a necessidade dos trabalhos da Comissão em buscar uma solução na gestão de frotas. “O trabalho da CPI é apurar os fatos, se houve crime, de quem foi o crime e mostrar uma nova realidade de gestão de frota para o Governo”, disse. “O que apuramos até agora é que faltou ao Governo exercer a função de fiscalizador”, completou.

Segundo ele, desde 2015 eram apontadas irregularidades na prestação do serviço e o que “me espanta é que foram mais de 400 protocolos de irregularidades e, mesmo assim, o Governo fez seis aditivos no contrato”.

Nas próximas reuniões os deputados que integram a CPI irão ouvir proprietários de oficinas conveniadas com a JMK e novos gestores de órgãos públicos. A CPI volta a se reunir no próximo dia 17.

Participaram da reunião desta terça-feira, além do presidente, deputado Soldado Fruet, os deputados Michele Caputo (PSDB), Luiz Fernando Guerra (PSL), Emerson Bacil (PSL), Soldado Adriano José (PV), Delegado Recalcatti (PSD) e Delegado Jacovós (PL).

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