CCJ adia votação de prorrogação dos mandatos de membros do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente
A definição sobre a prorrogação do mandato dos atuais conselheiros representantes da sociedade civil organizada no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente deve ficar para o mês que vem, quando a Assembleia Legislativa retomar as sessões plenárias após o recesso de meio de ano. O projeto de lei nº 501/2015, do Poder Executivo, que trata do assunto, estava na pauta da Comissão de Constituição e Justiça para a sessão ordinária desta terça-feira (14). Mas sobre a matéria havia um pedido de vista formulado pelo deputado Tadeu Veneri (PT) – suplente do deputado Péricles de Mello (PT) – na sessão extraordinária de segunda-feira (13), antes da aprovação do regime de urgência pelo Plenário.
Desta forma, a comissão acatou a questão de ordem levantada por Péricles quanto ao prazo disposto no Regimento Interno da Casa para pedidos de vista em projetos com tramitação em tempo normal, que é de três dias (art. 51, § 6º). Como a última sessão plenária antes do recesso acontece nesta quarta-feira (15), não há mais tempo hábil para a convocação de uma reunião extraordinária da CCJ.
Entre as proposições aprovadas durante a reunião desta terça está a emenda substitutiva geral apresentada pelo deputado Missionário Ricardo Arruda (PSC) ao projeto de lei nº 185/2015, de sua própria autoria, dispondo sobre a isenção do pagamento de pedágio para pessoas com doenças graves e degenerativas em tratamento de saúde fora do município de seu domicílio. As outras três emendas de Plenário apresentadas ao projeto foram rejeitadas.
Diligência – Entre as oito proposições baixadas em diligência a pedido do relator estavam o projeto de lei nº 438/2015, do deputado Schiavinato (PP), dispondo sobre a divulgação do serviço de disque denúncia de violência contra a mulher; o projeto de lei nº 424/2015, de autoria da deputada Maria Victória (PP), tratando da realização do teste de triagem neonatal na modalidade ampliada Espectromia de Massa em Tandem (EIM), em crianças nascidas nos hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde da rede pública estadual; e o projeto de lei nº 452/2015, do deputado Gilberto Ribeiro (PSB), instituindo a obrigatoriedade de reserva mínima de 5% de vagas de trabalho para mulheres na área da construção civil em obras públicas.
O projeto de lei nº 346/2015, de autoria do deputado Requião Filho (PMDB), obrigando bares, restaurantes e estabelecimentos similares a servirem de forma gratuita água filtrada aos frequentadores está entre as matérias que tiveram a votação adiada para atender pedidos de vista. É o caso também do projeto de lei nº 440/2015, assinado pelos deputados Cláudia Pereira (PSC), Claudio Palozi (PSC), Gilson de Souza (PSC), Guto Silva (PSC) e Pedro Lupion (DEM), dispondo sobre cotas nas universidades estaduais para filhos de agricultores que vivem em regime de economia familiar; e do projeto nº 360/2015, do deputado Marcio Pauliki (PDT), estabelecendo regras de cancelamento de cartões de crédito através de caixas eletrônicas e sites.
Entre as proposições rejeitadas está o projeto de lei nº 449/2015, assinado pelos deputados Professor Lemos, Péricles de Mello e Tadeu Veneri, criando a IPÊSAÚDE e dispondo sobre o Sistema de Assistência à Saúde dos Serviços Públicos do Estado; o projeto de lei nº 436/2015, de autoria do deputado Schiavinato, obrigando a instalação de redes ou grades de proteção nas janelas e sacadas de hotéis, pensões, pousadas, albergues e estabelecimentos afins.
O relator, deputado Guto Silva, pediu o adiamento da análise do projeto de lei nº 325/2015, da deputada Mara Lima (PSDB), estabelecendo que exemplares da Lei Maria da Penha sejam disponibilizados nos estabelecimentos que indica para consulta pela população; assim como o deputado Péricles de Mello solicitou mais tempo para elaborar seu parecer sobre o projeto de lei nº 84/2015, de autoria do deputado Ney Leprevost (PSD), determinando o uso de identificação por pulseiras em pacientes da rede pública e privada.
Notícias Relacionadas
Em reunião extraordinária, CCJ aprova criação de Programa Universidade Parceira na Assembleia
Iniciativa cria programa para ampliar acesso de servidores da Assembleia a cursos de graduação e pós-graduação.
Leia maisCCJ inicia análise de recursos contra suspensão de prerrogativas do deputado Renato Freitas (PT)
Parecer do relator manteve a decisão do Conselho de Ética; matérias receberam pedidos de vista e voltam à pauta na próxima reunião do Colegiado.
Leia maisEm reunião extraordinária, CCJ aprova criação de funções na Polícia Penal e fixação do efetivo da PM e do Corpo de Bombeiros
Na sequência, reunião da Comissão de Finanças aprova operações de crédito de até US$ 150 milhões.
Leia maisOperações de crédito de US$ 150 milhões ao Executivo avançam na CCJ, mas recebem pedido de vista na Comissão de Finanças
De acordo com as propostas assinadas pelo Governo do Estado, os créditos serão destinados para investimentos em desenvolvimento econômico e modernização da gestão pública.
Leia mais