CCJ aprova emenda a projeto que submete prorrogação de contratos de pedágio à aprovação do Legislativo
O outro projeto que constava da pauta, proibindo a fabricação de produtos com uso do amianto, não chegou a ser votada pelos deputados.
Com apenas duas matérias – ambas em regime de urgência – na pauta da sessão extraordinária convocada para o início da tarde desta quarta-feira (29), a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa votou e aprovou uma delas, a que trata das emendas de Plenário ao projeto de lei complementar nº 2/2015, de autoria do deputado licenciado Douglas Fabrício (PPS), submetendo à aprovação prévia do Poder Legislativo a formalização de termos aditivos aos contratos de concessão de serviços públicos, como é o caso dos contratos de pedágio, bem como a prorrogação desses contratos.
As emendas, assinadas pelos deputados Leonaldo Paranhos (PSC) e Tercílio Turini (PPS), tinham recebido parecer favorável do relator, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), na forma de uma subemenda reunindo pontos dos dois textos. O deputado Felipe Francischini (SD) pediu vista e na sessão desta quarta-feira apresentou voto em separado, na forma de uma nova subemenda, acolhendo o quórum de maioria simples para a votação de eventual prorrogação dos contratos. Emenda do deputado Turini previa quórum de maioria absoluta para essa votação. Por seis votos a cinco – com a abstenção da deputada Claudia Pereira (PSC) – a comissão aprovou o voto em separado de Francischini.
O projeto de lei nº 655/2015, de autoria dos deputados Gilberto Ribeiro (PRB) e Pastor Edson Praczyk (PRB), proibindo a fabricação de produtos, materiais e artefatos contendo quaisquer tipos de amianto ou asbesto ou outros minerais que, acidentalmente, tenham fibras de amianto em sua composição, não chegou a ser votado porque as discussões se estenderam até o início da sessão plenária, levando o presidente da CCJ, deputado Nelson Justus (DEM), a suspender os trabalhos.
A proposta tem parecer favorável do relator, deputado Gilson de Souza (PSC), que estabeleceu prazos dilatados até 2018 para as empresas banirem totalmente o amianto de seus produtos. Esses prazos, aliás, levam em conta os estabelecidos em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelas empresas com o Ministério Público. Também neste caso o deputado Francischini apresentou voto em separado, alegando que a iniciativa para legislar sobre o tema seria privativa da União. De qualquer maneira, o tema volta à análise da comissão na próxima terça-feira (5), às 13h30, quando acontece sua sessão ordinária.
[podcast id=3767 /]
Notícias Relacionadas
CCJ aprova proposta que prevê multas para uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos no Paraná
Colegiado também aprovou emendas ao projeto de lei que institui a Fundação de Apoio à Atividade de Segurança Pública do Paraná (Fundaseg).
Leia maisCCJ aprova projeto de lei que regulamenta atividades práticas em cursos técnicos estaduais
Colegiado também aprovou propostas de combate ao racismo em eventos esportivos e de proteção aos animais em situação de rua.
Leia maisCCJ aprova inclusão produtiva para famílias de pessoas com autismo e amplia direitos do consumidor e da pessoa idosa
Colegiado também deu aval a propostas que criam campanhas educativas e aperfeiçoam leis estaduais.
Leia maisCCJ aprova programa de proteção a crianças vítimas de violência sexual
Colegiado também aprovou projetos nas áreas de saúde, educação e direitos das mulheres.
Leia mais