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Liderança da Oposição
18h48
por Sonia Maschke - Jaime Santorsula Martins / 41-3350-4193
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Os deputados da Oposição consideraram uma afronta as declarações do governador Roberto Requião que tentou impor um “voto de cabresto” aos parlamentares na votação do projeto de reajuste do servidor público.Na manhã desta terça-feira (12) durante a “Escolinha”, Requião ameaçou os parlamentares que pensam em votar favoráveis às mudanças ao projeto. Caso façam isso não terão mais direito à audiências com o governador e também não terão os pedidos atendidos.O líder da bancada, deputado Élio Rusch (DEM), condenou a maneira antidemocráticas do governador do estado ao tentar usurpar o direito de liberdade do Legislativo.“Vindo do governador já seria esperada essa atitude. Infelizmente essa tem sido a postura do governador Requião. O Executivo tem que administrar respeitando as decisões do Legislativo e não impor condições”, afirmou Rusch. “Só esperamos que os ônibus escolares entregues recentemente não influenciem na votação dos projetos”, completou.O deputado Douglas Fabrício (PPS) disse que o governador tem que cuidar da administração do Estado e deixar que os deputados cuidem dos trabalhos no Legislativo.“Embora exista essa pressão do governador sobre os deputados, espero que na hora de votar os parlamentares pensem nos servidores estaduais. O governador tem que cuidar do Executivo, deixe que no Legislativo nós deputados cuidados”.O deputado Valdir Rossoni (PSDB), apesar de conhecer o estilo Requião, não acreditou que fosse verdade a declaração do governador.“É o cúmulo. O Governador achar que o Palácio das Araucárias é dele. Se acha o dono da verdade e do Paraná, ele se esquece que ele está na condição de governador e que isso um dia acaba”.Rossoni disse que ultimamente tem levado esperança aos paranaenses dos municípios que tem visitado.“Não posso levar mais que isso, apenas a esperança de que em breve teremos um Paraná melhor para todos. Não posso me subordinar à vontade de uma pessoa quando vejo que a maioria está contra essa pessoa”, disse. “Quem se ajoelha para o governador leva, quem não se ajoelha não leva. Prefiro não me ajoelhar e não levar, mas manter a minha dignidade, a minha coerência nesses seis anos como deputado de oposição. Espero um dia poder ver um parlamento autônomo, sem interferência do Executivo que tem o poder da caneta”, completou.O líder do PSDB na Assembleia, deputado Ademar Traiano, disse que a atitude do governador é um retrocesso no tempo.“É inadmissível ver um governador querendo impor regras no Legislativo. Chega de vaquinhas de presépios, de parlamentares que se curvam e se rendem aos benefícios dados pelo governo. O parlamentar não está aqui para atender os interesses do governador e sim do Paraná como um todo”.
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