Proibição de pulverização aérea volta a ser discutida na CCJ
Projeto do deputado Tadeu Veneri destaca o impacto dos agrotóxicos no meio ambiente e na saúde da população; o Brasil é o maior importador desses insumos.
A proibição da pulverização aérea de agrotóxico volta ao debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) nesta terça-feira (14), durante a sessão ordinária que tem início às 13h30, no Auditório Legislativo da Casa. A matéria, que é de autoria do deputado Tadeu Veneri (PT), já havia recebido parecer favorável do relator, deputado Marcio Pacheco (PDT), com substitutivo geral, mas foi baixada em diligência a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB).
Na justificativa à proposta, Veneri acentua que o Brasil responde por 20% do uso de agrotóxicos em escala mundial e é o maior importador destes insumos: “O impacto destes números sobre o meio ambiente e a saúde alimentar brasileira é preocupante. A pulverização aérea de agrotóxicos (inseticidas, herbicidas e outros) é uma prática comum na agricultura do país, que atinge a população e o ambiente nas regiões diretamente pulverizadas ou daquelas alcançadas através da deriva técnica”, alerta. Entre os 10 agrotóxicos mais usados no Brasil está o glifosato, apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos causadores de vários tipos de câncer e potencial produtor de alterações na estrutura do DNA e nas estruturas cromossômicas das células humanas.
Doença terminal – Entre as proposições constantes na pauta da comissão está o projeto de lei nº 19/2019, do deputado Michele Caputo (PSDB), dispondo sobre as diretrizes antecipadas de vontade e a organização dos cuidados paliativos. O objetivo deste texto é regular e proteger o exercício do direito das pessoas quanto à tomada de decisões durante o processo de doença terminal, de modo prévio ou concomitante a ela. Além disso, estabelece deveres e direitos dos profissionais de saúde e as garantias que os serviços de saúde públicos e privados estão obrigados a oferecer nesse campo.Bem como o projeto de lei nº 525/2018, de autoria do deputado Marcio Nunes (PSD) tornando obrigatória a instituição de equipe de transição quando houver troca de titulares de mandatos no Poder Executivo.
Arma de fogo – Também está na pauta da CCJ para esta terça-feira o projeto de lei nº 347/2017, de autoria do deputado Delegado Recalcatti (PSD) dispondo sobre a alienação de arma de fogo aos policiais civis, policiais e bombeiros militares, após a concessão da aposentadoria/reserva. Segundo o autor, a ideia é valorizar os servidores da segurança pública responsáveis, em seu dia-a-dia, pelo combate ao crime. Ele lembra que ao se aposentarem, o enfrentamento não se encerra: “Mesmo aposentado, o agente de segurança pública está pronto para atender seu vizinho e toda a sociedade. Ainda mais quando se vislumbra a possibilidade de que o aposentado possa voltar as suas atividades profissionais para suprir a demanda de trabalho policial”, observa. Recalcatti pondera ainda que a medida obrigara à modernização do armamento oficial, dando vazão ao armamento obsoleto que possui mais de 15 anos de uso e facilitando o processo licitatório do Estado.
*A reunião da CCJ, que acontece na terça-feira (14), a partir das 13h30, no Auditório Legislativo, é transmitida ao vivo pelo Facebook, YouTube e TV Assembleia.
Notícias Relacionadas
CCJ aprova proposta que prevê multas para uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos no Paraná
Colegiado também aprovou emendas ao projeto de lei que institui a Fundação de Apoio à Atividade de Segurança Pública do Paraná (Fundaseg).
Leia maisCCJ aprova projeto de lei que regulamenta atividades práticas em cursos técnicos estaduais
Colegiado também aprovou propostas de combate ao racismo em eventos esportivos e de proteção aos animais em situação de rua.
Leia maisCCJ aprova inclusão produtiva para famílias de pessoas com autismo e amplia direitos do consumidor e da pessoa idosa
Colegiado também deu aval a propostas que criam campanhas educativas e aperfeiçoam leis estaduais.
Leia maisCCJ aprova programa de proteção a crianças vítimas de violência sexual
Colegiado também aprovou projetos nas áreas de saúde, educação e direitos das mulheres.
Leia mais