27 municípios participaram das ações do Dia Estadual de Combate ao Feminicídio Data, instituída no Estado através de lei da deputada Cristina Silvestri, contou com vasta programação também em Guarapuava.

22/07/2019 18h03 | por Diretoria de Comunicação com assessoria parlamentar
Em Guarapuava, 82 cruzes foram colocadas no calçadão da XV de Novembro, representando todas as mulheres que foram mortas no Paraná entre maio de 2018 e maio de 2019.

Em Guarapuava, 82 cruzes foram colocadas no calçadão da XV de Novembro, representando todas as mulheres que foram mortas no Paraná entre maio de 2018 e maio de 2019.Créditos: Caio Budel

Em Guarapuava, 82 cruzes foram colocadas no calçadão da XV de Novembro, representando todas as mulheres que foram mortas no Paraná entre maio de 2018 e maio de 2019.

As atividades nos 27 municípios envolveram a divulgação de serviços de auxílio para mulheres vítimas de violência; panfletagem com materiais de conscientização; palestras; rodas de debate, entre outras ações.Créditos: Caio Budel

As atividades nos 27 municípios envolveram a divulgação de serviços de auxílio para mulheres vítimas de violência; panfletagem com materiais de conscientização; palestras; rodas de debate, entre outras ações.

Nesta segunda feira (22), o Paraná realizou, pela primeira vez, o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. A data, implantada no calendário do Estado através de Lei 19.873/2019, de autoria da deputada estadual Cristina Silvestri (PPS), procuradora da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), foi lembrada em 27 municípios através de ações simultâneas contra o crime e, também, contra a violência de gênero. Guarapuava foi um destes municípios que integraram a mobilização estadual, com vasta programação durante todo o dia. O dia de luta definido como “Dia D” é em lembrança à data da morte da advogada guarapuavana Tatiane Spitzner, que foi encontrada morta após cair do prédio onde morava. O marido dela, Luís Felipe Manvailer, é acusado pelo Ministério Público (MP-PR) por feminicídio, cárcere privado e fraude processual e deve ir a júri popular.

As atividades realizadas nesta segunda nos municípios paranaenses foram organizadas pela Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), comandada por Cristina, com o apoio de prefeituras, câmaras municipais, entidades e empresas. Segundo a parlamentar, esta é a primeira grande ação organizada pela Procuradoria da Mulher, recém-instalada na Casa Legislativa do Estado.

“A adesão dos municípios a esta data, lembrada pela primeira vez no Paraná, mostra a importância do tema. Em nível de Estado, os indicadores revelam um aumento dos casos de feminicídio, por isso a união frente a causa é urgente e fundamental. Mas o feminicídio é só a ponta do iceberg. Precisamos combater, também, a violência de gênero”, disse a deputada Cristina Silvestri.

As atividades nos 27 municípios envolveram a divulgação de serviços de auxílio para mulheres vítimas de violência; panfletagem com materiais de conscientização; palestras; rodas de debate, entre outras ações.

O primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) participou dos atos realizados em Quatiguá, região do Norte Pioneiro. “É um dia para se combater o feminicídicio. Uma causa justa e importante. Só vamos mudar a realidade da violência contra a mulher se houver uma grande mobilização, muito especialmente, de vocês mulheres que conhecem essa realidade mais de perto”, declarou. (leia matéria no site)

Feminicídio - No Paraná, indicadores constatam um aumento no número de feminicídios nos últimos anos. De acordo com balanço da Secretaria de Segurança Pública e da Administração Penitenciária do Estado (SESP-PR) em 2017, por exemplo, foram registrados 41 feminicídios. Já em 2018, ocorreram 61 casos.

Um outro levantamento mostra que foram instaurados pelo Ministério Público estadual (MP-PR), de 2015 até o dia 15 de março deste ano, 693 inquéritos policiais referentes a feminicídios e oferecidas 592 denúncias criminais ligadas a esse tipo de crime. Os dados são do Sistema PRO-MP, do MP-PR, levantados pelo Núcleo de Promoção da Igualdade de Gênero (Nupige). Só em Curitiba, no mesmo período, foram 73 inquéritos abertos e 56 denúncias apresentadas.

Combate - Guarapuava foi o município com a maior programação neste dia 22. As ações foram realizadas em parceira com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, com apoio da OAB Guarapuava, OAB Paraná, sociedade civil organizada, além de contar com o apoio da família Spitzner.

A programação na cidade se estendeu até a noite de segunda-feira (22) com a abertura da exposição “Nem tão doce lar - uma vida sem violência: direito de mulheres e homens”; o lançamento do projeto Tatiane Spitzner, da OAB-Guarapuava; a palestra da jornalista Giulianne Kuiava sobre “O ciclo da violência doméstica e a importância da denúncia”; e uma Mesa Redonda com o tema: “Feminicídio: A Ponta do Iceberg” que contou com a participação da coordenadora e psicóloga do CRAM, Camila Grande Silva; Sandra Lia Bazzo Barwinski, do CEVIGE/OAB Paraná; Ana Carolina Hass de Miranda, delegada da Mulher; e Eduardo Bischof, especialista em fenômenos culturais. 

Municípios participantes: Apucarana; Astorga; Boa Ventura de São Roque; Campina do Simão; Campina Grande do Sul; Candói; Curitiba; Fazenda Rio Grande; Guarapuava; Laranjeiras do Sul; Londrina; Mangueirinha; Maringá; Palmital; Piên; Pinhais; Pinhão; Piraquara; Pitanga; Prudentópolis; Quatiguá; Santa Maria do Oeste; São José dos Pinhais; Terra Roxa; Toledo; Turvo; União da Vitória.

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