Seminário debate problemas e soluções para o combate à criminalidade Audiência pública promovida pelo deputado Homero Marchese (PROS), expos opiniões de especialistas da Segurança Pública e membros da sociedade civil

05/11/2019 15h22 | por Trajano Budola
Audiência pública promovida pelo deputado Homero Marchese (PROS), expos opiniões de especialistas da Segurança Pública e membros da sociedade civil

Audiência pública promovida pelo deputado Homero Marchese (PROS), expos opiniões de especialistas da Segurança Pública e membros da sociedade civilCréditos: Orlando Kissner/Alep

Audiência pública promovida pelo deputado Homero Marchese (PROS), expos opiniões de especialistas da Segurança Pública e membros da sociedade civil

Os vários aspectos empregados no combate à criminalidade e os fatores que levam indivíduos a delinquir foram discutidos em uma audiência pública, promovida por iniciativa do deputado Homero Marchese (PROS), no plenarinho da Assembleia Legislava do Paraná (Alep), na manhã desta terça-feira (5). O 2.º Simpósio da Violência – Desafios e Soluções para a Segurança Pública do Paraná chamou para o debate especialistas no assunto e representantes do Estado, das polícias Militar e Civil, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ/PR) e de conselhos de segurança e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), representando a sociedade civil organizada.

“O objetivo é divulgar boas iniciativas e informações que possam ser úteis para a população. Não há respostas fáceis, a violência tem várias causas e deve ser enfrentada de múltiplas maneiras. A família, a religião, a escola, Poder Judiciário, polícia e até mesmo boa urbanização tem seu papeis para a busca de soluções. O papel do legislador é trazer este tema à discussão”, declarou Homero Marchese. Para o parlamentar, não existe ligação direta entre os índices da criminalidade e econômicos, por exemplo. “A criminalidade tem baixado no país, mesmo com a economia em crise”, afirmou.

O mesmo foi defendido pelo economista Pery Francisco Assis Shikida, que palestrou no evento que contou com as presenças dos deputados: Soldado Fruet (PROS), Delegado Recalcatti (PSD), Luiz Fernando Guerra (PSL), Delegado Jacovós (PSL) e Márcio Pacheco (PDT). “As pessoas que procuram o crime econômico, seja tráfico de drogas, roubos, descaminho ou contrabando, analisam custos e benefícios destas atividades e ponderam se a impunidade é reinante e migram para criminalidade. Acrescentamos ainda neste contexto a fragilização dos conceitos morais, como escola, religião e família”, explicou.

De acordo com Pery, que é membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, questões institucionais, como o poder de polícia, integração entre as polícias e planos de política de combate à criminalidade devem ser constantemente trabalhadas. “Não se resolve o problema apenas atacando uma frente. É algo complexo que demanda muita discussão em ações de médio e longo prazo”, falou.

Para o coronel da Policia Militar do Paraná (PM/PR), Nivaldo Marcelo da Silva, comandante do 6º Comando de São José dos Pinhais, o Estado deve procurar políticas públicas efetivas e perenes. “A segurança pública é mais do que policiamento nas ruas e atividades ostensivas, além de atividades das policias judiciárias de inquérito e prisões. É necessário investimento em áreas como contra turnos escolares, creches, atendimento hospitalar e escolas adequadas e empregos. Tudo incide no aumento dos indicadores da criminalidade. Temos que acabar com a certeza da impunidade, mas há que se mudar a cultura criminosa que mostra aos jovens que é mais fácil roubar ou traficar do que estudar, trabalhar e participar de atividades sociais e culturais nas comunidades”, explicou.

O advogado Almir Siqueira Mendes, membro da Comissão de Vítimas de Crimes da OAB/PR, o debate promove a integração dos setores que atuam no combate à criminalidade para que o Estado seja mais eficiente. “Estamos vivenciando a criminalidade organizada e profissionalizada. Temos que nos preocupar com o processo que é dinâmico, que depende de cada cidade e cada comunidade. Os tratamentos tem que ser circunstanciados em cada localidade, entendido para que as autoridades públicas possam dar um retorno e sejam questionadas por suas participações perante a sociedade”, afirmou.

Antônio Carlos Carvalho, conselheiro de Segurança em Curitiba e membro do CONSEG do bairro Bigorrilho, na capital, a falta de participação da população na questão gera falta de conhecimento legal sobre direitos e deveres. “O cidadão deve fazer parte dos conselhos de segurança, que tem como maior desafio trazer as pessoas para suas estruturas. Há uma crise participativa, o que leva à falta de credibilidade. O governo não sabe o que a população quer e acaba fazendo o que acreditar estar certo. A população não acredita que o governo vai resolver seus problemas, sem de fato ouvir as pessoas sobre o que elas precisam”, explicou.

Participaram do debate ainda o desembargador José Carlos Dalacqua, presidente da Comissão permanente de segurança do TJ/PR; e Michel Teixeira de Carvalho, delgado adjunto da Polícia Civil de São José dos Pinhais.

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