Em Audiência Pública, entidades cobram melhorias na saúde do Paraná Evento contou com a participação de representantes da saúde, educação, segurança pública, além do Ministério Público do Trabalho e Promotoria Pública do Estado.

09/08/2022 13h29 | por Rafael Guareski
Entidades da área da saúde cobram melhorias e investimentos no setor no Paraná.

Entidades da área da saúde cobram melhorias e investimentos no setor no Paraná.Créditos: Dálie Felberg/Alep

Entidades da área da saúde cobram melhorias e investimentos no setor no Paraná.

O plenarinho da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná recebeu nesta terça-feira (09) representantes da área da saúde, educação e segurança pública do Estado em audiência pública que discutiu os problemas enfrentados pela saúde e desafios que serão encarados nos próximos anos.

Com a participação de deputados estaduais, representantes sindicais, funcionários do setor e representantes da sociedade civil organizada, a audiência teve como principal tema a contratação de empresas privadas na área da saúde para o atendimento à população. Segundo dados apresentados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Estado do Paraná (SindSaúde) cerca de 46% dos investimentos feitos pelo Governo na saúde é destinado para empresas terceirizadas.

Atualmente a Secretaria de Saúde do Paraná conta com 6.651 servidores concursados, sendo que, segundo o SindSaúde, seriam necessários pelo menos 11 mil servidores. “Estamos vendo que cada vez mais o Governo acaba com os trabalhadores concursados e contrata empresas terceirizadas para suprir a demanda. O grande problema é que a qualidade do trabalho que vem sendo desenvolvido por estas empresas é precário e está prejudicando o atendimento à população”, disse a coordenadora da entidade, Olga Estefânia Duarte Gomes Pereira.

A procuradora do Ministério Público do Trabalho, Valdenice Amália Furtado acompanhou os debates e falou sobre o olhar atento sobre as mudanças realizadas na área da saúde. “Estamos constantemente fiscalizando a aplicação das normas regulamentadoras, e é importante destacar que percebemos um crescimento substancial no número de adoecimento mental dos servidores da saúde não só no Paraná, mas em todo Brasil. É preciso discutir esse assunto e cuidar dos nossos trabalhadores”.

Para o assessor do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção à Saúde Pública (CAOP), Carlos Eduardo Tosin, o debate de assuntos importantes podem gerar avanços significativos para sociedade. “Estamos aqui para ouvir as demandas e ajudar no que for preciso para melhorar a saúde pública em nosso Estado”, disse.

Os principais pedidos realizados pelas entidades foram; a ampliação dos gastos em saúde, o retorno da gestão de hospitais ao Estado, implantação do piso nacional da enfermagem e valorização dos servidores.

Um relatório com todas as demandas levantadas durante a audiência será encaminhado para a SESA (Secretaria de Saúde do Paraná) solicitando providências para solução dos problemas.

 

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