Veneri fala ao Política Total sobre sua preocupação com políticas que considera regressivas
Ele fala do aumento do uso de agrotóxicos na agricultura do país e também faz críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro, que considera “uma regressão civilizacional”.
Direitos Humanos, o risco representado pelo uso massivo dos agrotóxicos na agricultura do país e o papel da oposição são alguns dos temas abordados pelo deputado Tadeu Veneri (PT) no “Política Total” desta sexta-feira (14). Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná há nove anos, líder da Oposição na Casa, o parlamentar conta como se interessou por política ainda muito jovem, em União da Vitória, onde nasceu, observando fatos que não conseguia entender, embora pressentisse sua gravidade.
Filho de ferroviário, recorda o clima de tensão de 1964, o movimento pela Legalidade e a decisão de vir para Curitiba fazer o curso de Psicologia. A carreira de bancário, que começou no Itaú e teve prosseguimento no Banco do Brasil, e a militância sindical que, de forma bastante natural, acabou conduzindo-o para o PT e para a carreira política. Primeiro como vereador de Curitiba por dois mandatos, e depois para a Assembleia, onde exerce seu quinto mandato consecutivo.
Agrotóxicos -Autor de projeto de lei em tramitação proibindo a pulverização aérea de agrotóxicos, manifesta sua preocupação com as consequências que já se fazem sentir, como o aumento da incidência de vários tipos de câncer, a contaminação dos rios por 27 tipos de pesticidas, entre eles o glifosato, que está banido dos países desenvolvidos. Até mesmo alguns tipos de cultura já sofreram com a inobservância dos cuidados devidos, como foi o caso da morte de um grande número de bichos da seda na região Noroeste do Paraná.
Criticando ferozmente o governo do presidente Jair Bolsonaro e suas propostas, que considera “uma regressão civilizacional”, aí incluído o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, avalia que os resultados da última eleição presidencial feriram a sociedade e não apenas o seu partido: “A derrota do projeto do PT é uma derrota da sociedade brasileira”, acredita. Sobre a atuação do Legislativo estadual, observa que deve se concentrar na defesa da transparência, da redução dos percentuais do Orçamento do Estado destinados aos Poderes, na ampliação do debate do Orçamento, tornando-o mais aberto e acessível à participação popular, e na fiscalização dos demais Poderes.
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