Paraná participa do debate sobre a Contribuição dos Estados na implementação da NDC brasileira Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais realizou o encontro em conjunto com a Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional.

28/06/2022 13h25 | por Rafael Guareski
Audiência pública debateu a participação do Paraná na implementação da NDC brasileira.

Audiência pública debateu a participação do Paraná na implementação da NDC brasileira.Créditos: Reprodução Zoom.

Audiência pública debateu a participação do Paraná na implementação da NDC brasileira.

A Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Paraná, presidida pelo deputado Goura (PDT), realizou nesta terça-feira (28) audiência pública que debateu a participação dos estados na redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE), chamadas de Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês).

Promovida pela Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional juntamente com o Instituto Clima e Sociedade (ICS), a rodada de debates está passando por 19 estados, e o objetivo é que cada estado apresente suas contribuições, ações e metas, em suas reduções de emissão de Carbono. 

A NDC Brasileira é a contribuição que cada país determina para os esforços globais de redução de emissões, isto é, a meta que cada país estabelece, como seu compromisso junto ao Acordo de Paris, o instrumento legal que busca limitar o aquecimento global a níveis seguros até o fim do século.

O Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista do Paraná, deputado Goura, reafirmou o seu compromisso com a causa ambiental, segundo ele é preciso constantemente discutir o assunto e avançar na preservação cada vez mais. “Nossa terra está em chamas e precisamos fazer algo para mudar esta realidade”, disse o parlamentar no início da audiência, lembrando da ativista sueca, Greta Thunberg.

Mario Mantovani, diretor de relações Institucionais da Associação de Municípios e Meio Ambiente (Anamma) iniciou os debates apresentando acordos e compromissos assumidos que precisam ser debatidos e colocados em prática. “O Brasil foi o primeiro país do mundo a assinar o compromisso e depois ratificar no parlamento. Hoje todos temos o compromisso de diminuir os impactos. Se não fizermos a nossa parte vamos sofrer as consequências desta falta de cuidado com o meio ambiente. É necessário avançar para que possamos ter garantia da qualidade de vida da população”. 

O diretor técnico da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Rafael Andreguetto, destacou programas reconhecidos nacionalmente e fora do Brasil. “Temos um pioneirismo em diversas ações e já somos reconhecidos por isso mundialmente”, disse. Entre as ações apresentadas estão o compromisso com a Agenda 2030, Declaração de Edimburgo e a Race To Zero.

Quem também destacou a necessidade da discussão e apresentação de propostas para diminuir os impactos no clima foi o deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB-SP), que é coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional. “O que vamos fazer para diminuir os impactos das mudanças climáticas? O Paraná tem uma oportunidade muito grande de restauração florestal e pode dar uma grande contribuição para o meio ambiente”, afirmou.

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) também participou do encontro e apresentou o NAPI – Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação Emergência Climática. “Atuamos na integração entre pesquisadores para desenvolver soluções que possam ajudar no objetivo de diminuir a emissão de gazes até 2030” disse o professor Francisco Mendonça, coordenador do NAPI.

Victor Anequini, do Instituto Brasil Clima (CBC), lembrou que o Brasil tem uma posição e um papel fundamental para emissão de gazes. “Todos os estados são responsáveis para que o Acordo de Paris possa se tornar realidade. Cada ente federativo tem sua responsabilidade e desde 2019 temos movimentos políticos com resultados já acontecendo e sendo apresentados”, afirmou Victor lembrando que hoje 24 estados já estão comprometidos com o clima e isso representa 89% das emissões no Brasil.

O professor titular da UFPR, membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Carlos Roberto Sanquetta, também apresentou dados sobre preocupações com relação às emissões de gases no Brasil. “Nós temos hoje cerca de 5 milhões de hectares de florestas no Paraná e um potencial de reflorestamento muito grande. Proteger e restaurar estas florestas pode resultar na diminuição de 30% das emissões em nosso Estado”.

Quem acompanha esta preocupação desde 1980 é o fundador da Associação Pró-Juréia e Fundação SOS Mata Atlântica, José Álvaro da Silva Carneiro. Segundo ele, o problema vem se agravando dia após dia e ações concretas não são desenvolvidas para a solução do problema. “É muito preocupante ver os projetos com uma enorme timidez acontecendo, enquanto o problema cresce com uma velocidade enorme, e o tempo funcionando com fermento para toda essa situação”.

Outros dados sobre as emissões de gases no Brasil foram apresentados por André Ferreti, que atua em mudanças climáticas desde meados dos anos 90. Segundo ele, o Brasil diminuiu as emissões desde de 2004, no entanto é possível identificar uma tendência de aumento das emissões para os próximos anos. “É preciso aumentar nossos esforços para conter o aquecimento global abaixo de 2°C, preferencialmente em 1,5°C, até o final do século e reforçar a capacidade dos países de responder ao desafio, em um contexto de desenvolvimento sustentável”. Os dados apresentados por Ferreti podem ser conferidos pelo site https://plataforma.seeg.eco.br/

“Existem norteadores e ótimas estratégias construídas e em execução. O que precisamos é do esforço, principalmente do Estado, em trabalhar na mesma direção. Enquanto tivermos cabeças pensando e agindo sem conexão, os resultados serão pontuais e sem escala” disse uma das participantes do encontro, Marion Letícia.

 

 

 

 

 

 

 

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