Precisamos pôr fim ao machismo e à violência contra as mulheres, diz deputado Professor Lemos (PT)
Em pronunciamento na sessão plenária desta segunda-feira (11), o deputado Professor Lemos, líder do Bloco PT-PDT na Assembleia Legislativa defendeu a igualdade de gênero, o fim do machismo e medidas eficazes no combate à violência contra a mulher. Autor de sete leis dedicadas ao tema, o parlamentar defendeu ainda a participação da mulher na política e que, mais do que garantir a reserva de vagas para candidatas, é preciso garantir reserva de vagas nos espaços institucionais.
“A violência contra a mulher é muito alta no Brasil. Somos o quinto país mais violento para as mulheres no mundo. E o Paraná é o terceiro estado mais violento para a mulher viver no país. O que fizemos até hoje foi insuficiente, precisamos fazer muito mais. Precisamos juntos, homens e mulheres, pôr fim ao machismo, pôr fim à violência contra a mulher”, destacou.
Lemos falou sobre as formas de violência contra a mulher e destacou que a educação é a uma das categorias mais atacadas por ser, majoritariamente, formada por mulheres. Ele citou que no mundo, as mulheres recebem em média, 22% menos os homens e que no Brasil este índice chega a 35%.
“A violência contra a mulher se manifesta de muitas formas. Ela pode ser verbal, psicológica, física, patrimonial. Mas tem um tipo de violência que ataca as categorias que são femininas, como a educação, por exemplo. Mais de 90% são professoras na educação básica no nosso país. Mais de 90% são as funcionárias das escolas da educação básica, e aí está o menor salário. Mesmo essas mulheres tendo a mesma formação, cumprindo a mesma carga horária semanal, comparada com categorias em que a maioria é formada por homens, inclusive no serviço público. No Poder Executivo, por exemplo, é a categoria que tem o menor salário e isso precisa ter um ponto final”, ressaltou.
“No mundo hoje, as mulheres ganham em média 22% menos que os homens. Mas no Brasil esse índice é de 35%. Se falarmos do nosso estado, considerando a categoria da educação na rede estadual de ensino, a diferença é de mais de 34% quando comparada com as demais categorias que atuam no estado com a mesma carga horária, com a mesma formação. E por que a nossa categoria, a educação, recebe menos? Há uma discriminação, uma violência contra as mulheres que é estrutural. É preciso combater, em conjunto, a violência que oprime, que humilha e que mata mulheres no nosso estado e no nosso país”, completou.
Legislação
Durante o pronunciamento o deputado disse ainda que o seu mandato parlamentar aprovou sete leis para auxiliar no combate à violência contra as mulheres. Portanto, ele defendeu que, mais do que leis, é preciso garantir, na prática, a equiparação salarial entre homens e mulheres, por exemplo.
“Fizemos algumas leis importantes, mas ainda precisamos fazer muito mais. Mais do que leis, nós precisamos garantir que as mulheres recebam, no mínimo, o mesmo salário que os homens quando exercem a mesma função. Precisamos garantir que as mulheres possam andar sem medo de serem violentadas, de serem assassinadas. Lugar de mulher é onde ela quiser!”, argumentou.
Por fim, Lemos defendeu que a legislação federal assegure reserva de vagas para as mulheres nos espaços institucionais. “Precisamos garantir mais do que reserva de vagas para candidatas, temos que garantir reserva de vagas nos espaços. Uma Assembleia Legislativa com a do nosso estado, que possui 54 cadeiras, tinha que estar definido na nossa legislação que metade, ou seja, 27 fossem asseguradas às mulheres. Precisamos garantir direito de condições e de paridade em todos os espaços”, finalizou.
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