RÁDIOS
Confira o resumo dos debates legislativos, entrevistas com deputados e análises políticas em formato de áudio.
Assembleia Legislativa recebe 1º Encontro de Prefeitas e Vereadoras do Paraná
Ivonete Gobel Costa, vice-prefeita de Ipiranga, na região dos Campos Gerais, se juntou a centenas de outras vice-prefeitas, vereadoras e prefeitas, na manhã desta terça-feira (14), no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná, para participar do Encontro de Prefeitas e Vereadoras do Paraná, Representatividade das Mulheres na Política. Um evento em parceria da Procuradoria Especial da Mulher da Casa e do Fórum Paranaense de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos. Para ela, que já foi vereadora e é a primeira mulher a ocupar o cargo no Executivo municipal, é preciso que as mulheres se envolvam mais e mais com a política e busquem seus espaços. (Sonora) O tema do Encontro, “Políticas Públicas e a Representatividade das Mulheres na Política”, reuniu todas as dez deputadas estaduais, representantes do Ministério Público, do Poder Judiciário, de Conselhos Estaduais e Municipais de Direitos das Mulheres, movimentos da sociedade, representantes dos povos indígenas, a secretária estadual da Mulher e da Igualdade Racial, Leandre Dal Ponte e duas representantes do Ministério das Mulheres, a secretária executiva, Maria Helena Guaresi e a secretária de Autonomia Econômica, Rosane Silva. O objetivo: analisar a atual conjuntura política, o cenário da construção de políticas públicas para as mulheres, em âmbito nacional e estadual, a importância dos espaços de discussão e elaboração de projetos, o poder feminino e as estratégias para que as mulheres conquistem mais espaços nas esferas de poder. Um evento suprapartidário, com a participação de representantes e líderes de 13 partidos políticos. O primeiro de muitos, lembrou a procuradora especial da Mulher, Cloara Pinheiro (PSD), uma das anfitriãs. (Sonora) Os debates serviram para que palestrantes e plateia (toda feminina) avaliassem as conquistas femininas até aqui e para traçar novos caminhos para que as mulheres possam alcançar os espaços de poder e a democracia plena. Para Ana Moro, coordenadora do Fórum, que encerrou o mandato no fim do encontro, destacou que as mulheres precisam ocupar mais os espaços de decisão dentro dos partidos, de conselhos municipais e estaduais, mas que precisam ser estimuladas para sentirem vontade de participar. E o encontro também teve esse propósito. Ela enfatizou ainda a parceria com a Assembleia legislativa, por meio da Procuradoria Especial da Mulher. (Sonora) Maria Helena Guarezi apresentou alguns dos projetos que devem servir de estímulo para as mulheres, em andamento no Ministério das Mulheres. (Sonora) A secretária Leandre Dal Ponte trouxe uma boa notícia: a criação de um Fundo Estadual para as políticas públicas voltadas para mulheres no Orçamento do Governo. (Sonora) Mabel canto (PSDB) falou sobre a criação da Bancada Feminina na Assembleia, que ela, como líder do grupo, acredita, vai servir de estímulo para que mais mulheres se candidatem a cargos públicos. (Sonora)
Ver mais detalhesDeputados aprovam espaço específico para parturientes de bebês natimortos
Os deputados aprovaram, em segunda discussão, na sessão plenária desta segunda-feira (13) o projeto de lei que prevê a criação de áreas específicas de internação nos hospitais públicos do estado, que sejam separadas para parturientes de bebês natimortos, que é quando há o óbito do feto. E também estabelece que, nestes casos, seja garantido a esta mulher o direito a presença de um acompanhante, que seja escolhido por ela, em todo o período em que ela estiver internada. Como já acontece na rede particular. Uma proteção a mais para essa mulher em um momento tão difícil em que perdeu seu bebê, e que sofre pela dor de um sonho interrompido. Segundo a justificativa do projeto, “São casos que devem ser tratados de maneira específica pelo sistema de saúde”. Assinam o texto as deputadas Cantora Mara Lima (Republicanos), Cristina Silvestri (PSDB), Luciana Rafagnin (PT), Mabel Canto (PSDB), Maria Victoria (PP), Ana Júlia (PT), Cloara Pinheiro (PSD), Flávia Francischini (União), Márcia Huçulak, (PSD) e Marli Paulino (SD). (Sobe som) Outro projeto que avançou na sessão desta segunda, foi o que impõe uma medida simples, mas capaz de proteger especialmente as mulheres. A proposta obriga casas noturnas do Paraná a disponibilizarem tampas ou proteções de copos aos consumidores. O objetivo é evitar a utilização delituosa de drogas, como o “Boa noite, Cinderela”, para prática de abusos e outros crimes. A iniciativa é das deputadas Maria Victoria (PP), Cristina Silvestri (PSDB) e Mabel Canto (PSDB). O motivo para a apresentação da proposta, lembra Mabel, é que os maiores índices desta abominável prática acontecem em casas noturnas, casas de shows.... (Sonora) O descumprimento da lei, assim que entrar em vigor pode gerar advertência aos estabelecimentos e. em caso de reincidência, as casas noturnas poderão ser multadas em até 500 vezes a Unidade Padrão Fiscal do Paraná (UPF/PR), podendo chegar a mais de R$ 60 mil reais, considerando o valor da unidade de R$ 129,81 estipulados pela Secretaria de Estado da Fazenda para março de 2023. Valor que poderá ser triplicado se o estabelecimento voltar a desrespeitar a determinação. (Sobe som)
Ver mais detalhesEspecialista explica que teste simples pode ajudar a descobrir com antecedência doenças renais
A convite da deputada Márcia Huçulak (PSD), e para lembrar a data do Dia Mundial do Rim (09/03), o presidente da Sociedade Paranaense de Nefrologia (SPN), Dr. Paulo Henrique Fraxino, falou no horário do Grande Expediente da sessão plenária desta segunda-feira (13), da Assembleia Legislativa do Paraná. Dr. Fraxino explicou o trabalho da instituição e apresentou dados atualizados do Brasil e do Paraná. A SPN mantém no estado atualmente 51 centros de diálise em 31 municípios, 14 centros de transplantes e três centros de pesquisa. A entidade tem 190 nefrologistas associados. A deputada Marcia Huçulak explicou porque trouxe o tema para o debate na Casa. (Sonora) Fraxino demonstrou, ao longo da fala, que as Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNTs) são as causas mais comuns de mortes prematuras no mundo. Elas ainda afetam, de acordo com o médico, uma em cada 10 pessoas, não apresenta sintomas específicos ou significativos nos estágios iniciais e a única forma de controlar ou retardar a progressão é o diagnóstico precoce, com um teste simples, oferecido na rede pública de saúde. (Sonora) Sobre o Dia Mundial do Rim, Fraxino justificou a data através dos números preocupantes: São 20 milhões de pessoas no Brasil com algum tipo de doença renal e 1,2 milhão no Paraná. São 8.100 pacientes em tratamento de diálise e 1.200 na fila do transplante de rim, para, apenas 14 centros de transplantes. Cerca de 92 mil sessões de hemodiálise/mês no Paraná com 82% custeadas pelo SUS. No Brasil são 150 mil pacientes em tratamento de hemodiálise e 80%, atendidos pelo SUS. Ele alertou para a importância de campanhas de divulgação para a prevenção e, ainda, para a importância da mudança de hábitos da população. (Sonora)
Ver mais detalhesReforma Administrativa do Estado avança na CCJ
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou em reunião extraordinária nesta segunda-feira (13) o projeto de lei do Poder Executivo, que altera uma série de Leis estaduais. A proposta faz adequações nas legislações de criação e instituição de entidades da Administração Indireta e Serviços Sociais Autônomos e suas vinculações aos órgãos da Administração Direta. Os parlamentares aprovaram o parecer favorável do relator, deputado Hussein Bakri (PSD). A proposta tramita em regime de urgência. O texto traz nova redação para diversos artigos, parágrafos e incisos de Leis estaduais. Boa parte referente à Reforma Administrativa do Estado. De acordo com a justificativa do Governo, o objetivo é corrigir inconsistências materiais e formais. Ainda, de acordo com o Executivo, a ideia é fazer uma ampla revisão das legislações estaduais afetadas pelas recentes leis aprovadas no Paraná que promoveram a modernização e a desburocratização da gestão administrativa. Uma delas é a que promoveu a reorganização da estrutura administrativa do Estado para a gestão de 2023-2026 e foi aprovada no fim do ano passado. O texto propôs a criação de secretarias, desmembradas de outras, e promoveu mudanças de nomenclatura em outras já existentes. (Sobe som)) A reunião ordinária da CCJ desta terça-feira (14) começa às 13h30. O debate pode ser acompanhado pela TV Assembleia por meio do canal 10.2, em TV aberta, e do canal 16, da Claro/NET. O conteúdo também pode ser acessado pelo canal do Youtube do Legislativo.
Ver mais detalhesOs eventos que você vai acompanhar na próxima semana na Assembleia estão aqui na agenda
Angélica: O podcast com o resumo desta semana e a agenda com destaque para alguns eventos da próxima aqui na Assembleia Legislativa do Paraná está no ar, com a apresentação de Cláudia Ribeiro. Cláudia: E de Angélica Alves. Angélica: E está como a gente gosta, porque esta foi uma semana, eu diria, incrível por aqui, com toda a movimentação de votações e audiências públicas, e com as celebrações pelo Dia Internacional da Mulher. Cláudia: Teve visita de motoristas de ônibus, cobradoras e das motociclistas para pedir igualdade de direitos e o fim do assédio e da violência, homenagens para as servidoras da Casa, programa especial de TV com as nossas deputadas e o primeiro projeto de lei apresentado pela Bancada feminina e aprovado pelos deputados. Angélica: Uma forma de homenagear e uma contribuição efetiva do Poder Legislativo para ampliar o debate e assegurar medidas de proteção, defesa e equidade às mulheres. Cláudia: Criada em 2022, a Bancada Feminina construiu uma proposta que traduz a sensibilidade feminina sobre um tema doloroso. O projeto determina a criação de áreas específicas de internação separadas para parturientes de bebês natimortos, que é quando há o óbito do feto. Angélica: E também estabelece que, nestes casos, seja garantido a esta mulher o direito a presença de um acompanhante, que seja escolhido por ela, em todo o período em que ela estiver internada. Estamos falando da rede pública, porque na rede particular, isso é possível. Cláudia: Proteção e segurança em um momento tão difícil para uma mulher que perdeu seu bebê, que sofre pela dor de um sonho interrompido. Um turbilhão de emoções como tristeza, frustração, luto e dor. Muitas mulheres também acabam desenvolvendo transtorno de estresse pós-traumático e depressão. Segundo a justificativa do projeto, “casos que devem ser tratados de maneira específica pelo sistema de saúde”. Angélica: Assinam o texto as deputadas Cantora Mara Lima (Republicanos), Cristina Silvestri (PSDB), Luciana Rafagnin (PT), Mabel Canto (PSDB), Maria Victoria (PP), Ana Júlia (PT), Cloara Pinheiro (PSD), Flávia Francischini (União), Márcia Huçulak, (PSD) e Marli Paulino (SD). (Sobe som) Cláudia: E agora, a gente traz dois eventos importantes e necessários da agenda para os próximos dias aqui na Assembleia. Alíás, a Assembleia já aderiu à campanha mundial de prevenção às doenças renais e, desde o dia 9 de março está iluminada com as cores azul e vermelha, símbolo do Dia Mundial do Rim, que será um dos destaques da nossa programação. Angélica: É que na segunda-feira, dia 13 de março, por iniciativa da deputada Márcia Huçulak (PSD), o Grande Expediente da sessão plenária, trata do tema, com a participação do nefrologista, Paulo Henrique Fraxino, que fala sobre o assunto. Ele é da Sociedade Paranaense de Nefrologia. Cláudia: Os rins são os órgãos responsáveis por filtrar todo o sangue do corpo e eliminar toxinas do organismo. A Assembleia tem leis aprovadas em torno do tema. E em 2006, a Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) criou o Dia Mundial do Rim, celebrado na segunda quinta-feira do mês de março, com ações voltadas para a prevenção da Doença Renal Crônica (DRC) em todo o mundo. Angélica: A Sociedade Brasileira de Nefrologia, responsável pela campanha no Brasil, tem como slogan “Saúde dos Rins & Exame de Creatinina para Todos” e, para o ano de 2023 adotou o tema: “Cuidar dos vulneráveis e estar preparado para os desafios inesperados”. Cláudia: O objetivo é divulgar informações sobre as doenças renais, com foco na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado. Porque, segundo os especialistas, uma em cada dez pessoas no Brasil tem alguma doença renal e ainda não sabem. Por isso, mais de 150 mil brasileiros necessitam de tratamento de hemodiálise pela perda total dos rins. Angélica: E para mudar essa realidade, as medidas são simples e podem ser adotadas por meio de exames de baixo custo e que estão disponíveis na rede básica de saúde: medir a dosagem de proteína na urina e a creatinina no sangue. (Sobe som)) Cláudia: Bom, Angélica, a semana do Dia Internacional da Mulher terminou, mas o mês de março continua e é um período de luta por direitos e celebração de conquistas femininas. Angélica: E na terça-feira, dia 14, a partir de 9h30 da manhã, a potência vai invadir o Plenarinho da Assembleia. É que, em uma parceria da Procuradoria Especial da Mulher da Casa e do Fórum Paranaense de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos, acontece o Encontro de Prefeitas e Vereadoras do Paraná, Representatividade das Mulheres na Política. Cláudia: O tema será “Políticas Públicas e a representatividade das mulheres na política”. A conferência vai analisar a atual conjuntura política, o cenário da construção de políticas públicas para as mulheres, em âmbito nacional e estadual, a importância dos espaços de discussão e elaboração de projetos, o poder feminino e as estratégias para que as mulheres conquistem mais espaços nas esferas de poder. Angélica: vai ser o maior evento suprapartidário realizado no Paraná, com a participação de representantes e líderes de 13 partidos políticos, de deputadas estaduais, prefeitas, vice-prefeitas, vereadoras, conselheiras e vai contar ainda com a presença da Secretária Estadual da Mulher e Igualdade Racial e do Ministério das Mulheres do Governo Federal. Cláudia: Serão várias palestras que vão servir para se avaliar as conquistas femininas até aqui e traçar novos caminhos para que as mulheres possam alcançar os espaços de poder e a democracia plena que o Brasil tanto precisa. Angélica: A programação está intensa. E você pode acompanhar no site da Assembleia. Mas já adiantamos que duas deputadas vão falar: a procuradora da Mulher, Cloara Pinheiro (PSD) e Mabel Canto (PSDB), primeira líder da Bancada Feminina da Casa. Cláudia: vai ser demais. Nesta segunda-feira, dia 13, acontece uma reunião extraordinária da CCJ, que vai analisar um projeto do Governo que altera a Reforma Administrativa do Estado. Como a proposta do tramita em regime de urgência, a Comissão precisa se reunir em sessão extraordinária. Vai ser a partir de 13h30. Na terça, acontece a reunião ordinária da Comissão, no mesmo horário, que é o regimental: às 13h30. Angélica: Os debates da CCJ, as sessões, os eventos, podem ser acompanhados pela TV Assembleia pelo canal 10.2, em TV aberta, e canal 16, da Claro/NET. E todo o conteúdo também pode ser acessado pelo canal do Youtube do Legislativo e em nossas redes sociais. Cláudia: Nós ficamos por aqui e semana que vem, você acompanha as novidades em detalhes também aqui neste canal. Até lá.
Ver mais detalhesAudiência pública debate política federal de controle de armas
A audiência pública proposta pelo deputado Tito Barichello (União), líder do Bloco Parlamentar Temático da Segurança Pública, teve por objetivo debater o decreto que suspendeu os registros para a aquisição e transferência de armas e de munições de uso restrito por caçadores, colecionadores, atiradores e particulares, restringiu os quantitativos de aquisição de armas e de munições de uso permitido, suspendeu a concessão de novos registros de clubes e de escolas de tiro e suspendeu a concessão de novos registros de colecionadores, de atiradores e de caçadores. Comandado pelo proponente, o encontro contou com a participação dos deputados Ricardo Arruda (PL) e Requião Filho (PT), além de diversos representamtes de assoicaições, de clubes de tiro, delegados, especilaistas e advogados. No fim do evento, foi elaborado um documento com propostas e sugestões que, junto com a ata da audiência pública, será encaminhado para o Congresso Nacional e ao Grupo de Trabalho instituído pelo referido decreto presidencial, expondo a posição do Bloco Parlamentar Temático da Segurança Pública e das entidades neste ato representadas. O deputado Barichello disse que, mesmo a Assembleia não tendo competência para legal sobre o tema, a audiência representou um avanço. (Sonora) O deputado Ricardo Arruda (PL) comentou sobre a audiência e disse ser importante debater a fundo o assunto. (Sonora) Para o Deputado Requião Filho (PT) a reunião colabora para os debates decorrentes do tema. (Sonora) Já o titular da Delegacia de Explosivos Armas e Munições (DEAM), delegado Dr. Adriano Chohfi, afirmou que, em função deste novo decreto, ainda não foi possível auferir se houve aumento ou diminuição na criminalidade. (Sonora)
Ver mais detalhesPrevenção e diagnóstico do câncer bucal é tema de palestra promovida pela Escola do Legislativo
É preciso ficar atento aos sinais. Esse foi o alerta dado pelo cirurgião-dentista Prof. Dr. Acir José Dirschnabel, durante um evento em formato presencial e on-line promovido pela Escola do Legislativo, da Assembleia Legislativa do Paraná, na tarde desta quinta-feira, dia 09 de maio. E que apresentou as formas para se prevenir e diagnosticar o câncer bucal. Uma doença, que segundo Dirschnabel, se manifesta através de aftas e feridas na boca e garganta, podendo se desenvolver nos lábios, língua, céu da boca, gengiva, amígdala e glândulas salivares. O especialista, da Universidade Positivo em Curitiba e também é professor convidado de Residência Multiprofissional do Hospital Erasto Gaertner – Área de Cirurgia Bucomaxilofacial, recomenda a autoavaliação mensal e a visita regular ao dentista, ao menos a cada seis meses. Além da autoavaliação, que pode ser feita com uma espátula de madeira. O médico também destacou que é preciso verificar os lábios, a parte interna da boca, sob a língua, a própria língua, as bochechas. Ele alerta ainda que as pessoas que possuem próteses removíveis precisam retirá-las para fazer a higienização. Ele lembrou ainda que nem toda ferida ou afta é câncer, mas pode vir a se tornar. Por isso, o acompanhamento é fundamental e também a realização de uma biopsia para certificação do caso. Ele disse que as feridas que não cicatrizam, que duram mais de 15 dias precisam ser observadas com atenção. Dirschnabel lembra ainda que essas lesões são os primeiros sinais para a doença, por isso é preciso estar atento aos sinais, já que em fases iniciais, essas lesões pequenas têm tratamento, cura e muitas pessoas que fizeram o tratamento levam uma vida normal. Em estágios mais avançados, ele diz, os pacientes têm dificuldades até mesmo na fala. (Sonora) O câncer bucal atinge em média 15 mil pessoas, a cada grupo de 100 mil habitantes, todos os anos, em especial os homens acima dos 40 anos. Estima-se que no Paraná ocorram 102 mil casos da doença em 2023, sendo que 80% nos homens. Pessoas que fumam e consomem bebidas alcoólicas excessivamente têm maior risco de desenvolver a doença. O risco aumenta quanto maior for o número de cigarros e de doses de bebidas consumidos. Essas pessoas devem ficar atentas e consultar um profissional a cada seis meses. Mas a boa higienização bucal e alimentação também são fundamentais para evitar a doença. O palestrante aproveitou para ressaltar a possibilidade de apresentar o assunto na Assembleia Legislativa do Paraná, o que considerou de “extrema importância”. (Sonora) Informação que também é levada à população todos os anos, através da campanha Novembro Vermelho, instituída através de uma lei aprovada na Assembleia em 2019, projeto do presidente Ademar Traiano (PSD), que visa conscientizar a população sobre a importância de prevenir e combater precocemente o câncer de boca.
Ver mais detalhesOuça as falas femininas da Assembleia nos bastidores de um programa só com as deputadas estaduais
Cláudia: Nesta que é a semana do Dia Internacional da Mulher, a pauta, claro é a força feminina. E você vai ouvir aqui falas importantes das nossas dez deputadas estaduais, nos bastidores de um programa da RIC TV Record gravado para celebrar a data, na sala da CCJ aqui da Assembleia Legislativa do Paraná. Angélica: Você ouve as declarações pra lá de relevantes das nossas mulheres-deputadas, comigo, Angélica Alves. Cláudia: E comigo, Cláudia Ribeiro. (Sobe som) Angélica: Com a mediação da apresentadora Simone Hammes, as deputadas falaram sobre a atuação no Poder Legislativo, voto feminino, mulheres no Parlamento, direitos das mulheres.... Cláudia: Enfim, uma série de temas que têm muito a ver com a presença delas no mercado de trabalho, e especialmente, na política, afinal, pelo menos aqui na Assembleia do Paraná, as eleitas pularam de cinco, na legislatura anterior, para dez, na atual. Vamos começar a ouvir? Angélica: Claro. Primeiro, vamos saber da deputada Luciana Rafagnin (PT), qual é o diferencial de uma mulher para lidar com a política...Segundo Luciana, mulher gosta do detalhe. (Sonora) Cláudia: Sensibilidade é, sem dúvida, um super diferencial. E ter um espaço diário garantido para falar durante as sessões plenárias? Não é tudo? Angélica: Tudo. E isso só foi possível com a criação da Bancada Feminina no ano passado. A líder, deputada Mabel Canto (PSDB), fala um pouco sobre o que isso vai representar, na prática. (Sonora) Cláudia: Uma cadeira na Mesa Executiva? E mais, na Comissão Executiva, que toma as principais decisões da Assembleia? Temos. E ela é da deputada Maria Victoria (PP). Vamos ouvir o que ela diz sobre essa presença. (Sonora) Angélica: Protagonismo é com elas. Taí o exemplo da deputada Cristina Silvetri (PSDB). Foi a primeira procuradora da Procuradoria Especial da Mulher na Casa de leis, que representou tanta coisa... Tantos avanços. (Sonora) Cláudia: Mara Lima (Republicanos) continua à frente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Ela não se conforma com o fato de tantas de nós, mulheres, ainda hoje sermos vítimas constantes de ex-maridos ou ex-companheiros. Ou de qualquer outra forma de violência. (Sonora) Angélica: E o que dizer da deputada estreante Marli Paulino (Solidariedade), que foi vereadora, vice-prefeita e prefeita em uma, digamos, “chapa-pura” de mulheres na prefeitura de Pinhais, região de Curitiba? (Sonora) Cláudia: Ainda bem que cada vez mais as mulheres apoiam mulheres, não é mesmo deputada Flávia Francischini? (Sonora) Angélica: E agora com a palavra, a deputada Márcia Huçulak. (Sonora) Cláudia: Outra estreante, a deputada Cloara Pinheiro (PSD), já está acostumada a uma câmera, afinal passou mais de vinte anos à frente de uma na TV. A nova procuradora da mulher da Casa nunca tinha pensado em entrar para a política. Angélica: Mas soube, há pouco tempo, que tinha uma veia política. Um parentesco com uma certa mulher que foi ninguém menos que a primeira deputada estadual do Paraná, como ela conta. (Sonora) Cláudia: Pra fechar essas falas tão bacanas, a mais jovem deputada da Assembleia Legislativa do Paraná em todos os tempos. Ana Júlia (PT). Só 22 anos. Angélica: Mas, que maturidade ela tem! Para dizer que não é só uma questão de ser mulher. Elas querem o apoio deles, sim, dos homens e, não se trata apenas de pautas femininas, mas de todas as áreas. (Sonora) Cláudia: Bom, já deu pra ter uma mostra do que vem por aí com esse timaço de deputadas, né, Angélica? Angélica: Se deu. Espero que você tenha gostado e, se for mulher, se identificado com o que ouviu aqui. Cláudia: E celebre. E saiba: você pode ir além sempre.
Ver mais detalhesConfira a terceira parte do podcast com a história das mulheres no Legislativo
Angélica: No último podcast da série sobre as mulheres no Poder Legislativo, em 170 anos de história, fruto de uma minuciosa pesquisa das jornalistas Ana Luzia Mikos e Kharina Guimarães, hoje, Dia Internacional da Mulher, trazemos as atuais parlamentares. Eu sou Angélica Alves. Cláudia: e eu, Cláudia Ribeiro. E a gente começa com a deputada Luciana Rafagnin. que voltou e hoje tem cadeira no Parlamento, nasceu em Mariano Moro (RS), é cientista política e agricultora. Foi vereadora em Francisco Beltrão, entre 1992 e 1996. Eleita deputada estadual em 2002 e reconduzida à Assembleia em 2006, quando assumiu como segunda-secretária da Mesa Diretora (2007-2008). Foi a primeira mulher em 60 anos de presença feminina a ocupar um cargo dessa importância na administração do Poder Legislativo. Comandou a presidência da Comissão de Agricultura e da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional do Paraná. Angélica: Luciana retornou à Assembleia em 2019 e integrou a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência. E reeleita para o quinto mandato em 2022. Cláudia: Cantora Mara Lima Marilei de Souza Lima é natural de Francisco Beltrão, evangélica, cantora gospel há mais de 35 anos. Formou-se em Teologia, é jornalista, radialista e empresária do ramo fonográfico. Ingressou na vida pública como vereadora em Curitiba em 2008, sendo então a mulher mais votada na história da capital paranaense. Integrou o Conselho Contra a Pedofilia da Comissão de Segurança e Defesa dos Direitos dos Cidadãos. Em 2011, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná e desde então preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Está no quarto mandato e tem como principais bandeiras a defesa da família e dos valores cristãos. Angélica: Cristina Silvestri. Formada em História, começou a carreira política como secretária de Assistência Social de Guarapuava. Em 2015, tornou-se a primeira mulher da cidade eleita deputada. Assumiu em 2023 o terceiro mandato na Assembleia Legislativa do Paraná e passou a ocupar a função de terceira vice-presidente da Casa. Ela é autora de mais de 100 projetos e de 65 leis estaduais. Entre 2019 e 2022, exerceu o papel de primeira procuradora especial da mulher da Assembleia, quando foram instaladas 160 procuradorias municipais no estado. Também comandou ações pioneiras de enfrentamento à pobreza menstrual. Cláudia: Maria Victoria. Nascida em Maringá, pós-graduada em Gestão Pública, estudou sobre primeira infância na Universidade de Harvard (EUA). Iniciou em 2023 o terceiro mandato na Assembleia Legislativa do Paraná e foi eleita para compor a Mesa Diretora na função de segunda-secretária. A deputada é a segunda mulher a fazer parte da Comissão Executiva na história da Assembleia. Com mais de 50 leis, integrou a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi presidente da Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais. Um dos focos da parlamentar é a conscientização sobre doenças raras no Paraná. Angélica: Mabel Canto. Nasceu em Clevelândia. Ponta-grossense de coração, iniciou a carreira como radialista aos 15 anos. Eleita em 2018, tem como foco a ampliação e consolidação dos direitos das mulheres, bem como melhorias nas áreas da saúde, educação, proteção ao consumidor, esportes e segurança pública, com 29 leis aprovadas. Assumiu a liderança da primeira Bancada Feminina da Assembleia. Reeleita em 2022. Cláudia: Ana Júlia. Ativista da educação pública, estudante de direito na PUC-PR e de filosofia na UFPR. Eleita em 2022, aos 22 anos, como a deputada mais jovem da história do Paraná. Vai presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Juventude. Começou sua militância na escola pública e se destacou nas ocupações secundaristas de 2016, organizadas pelos estudantes que se posicionavam contra a reforma do Ensino Médio. Ficou nacionalmente conhecida por seu discurso na Assembleia Legislativa do Paraná quando, aos 16 anos, defendeu a mobilização estudantil. Angélica: Cloara Pinheiro. Nasceu em Curitiba e construiu sua vida profissional em Londrina, como assistente social e apresentadora de TV. Estreante na política, foi a mais votada em 2022 entre todos os postulantes de Londrina ao legislativo estadual. Já no início do mandato na Assembleia Legislativa, foi nomeada Procuradora Especial da Mulher. É voluntária e porta-voz de várias entidades ligadas aos pacientes com câncer, às crianças com deficiência, aos idosos e autistas. Defensora dos direitos da população LGBTQIA+ e mantém diálogo direto com movimentos culturais, como, por exemplo, a comunidade hip hop. Cláudia: Flávia Francischini. Nascida em Brasília (DF), é advogada, agente da Polícia Federal entre 2006 e 2010. Ocupou cargos de defensora pública em Brasília (DF), esteve à frente da extinta Secretaria Municipal Antidrogas de Curitiba entre 2012 e 2014; e foi diretora de Recursos Humanos do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) entre 2014 e 2018. Eleita como vereadora de Curitiba em 2020 é estreante na Assembleia Legislativa. Vai presidir a Comissão de Redação. Tem como principais pautas a inclusão da pessoa com deficiência, o incentivo à geração de renda, economia criativa e ação social. Angélica: Márcia Huçulak. Enfermeira, tem especialização em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, e mestrado em Planejamento e Financiamento em Saúde pela Universidade de Londres (Inglaterra). Secretária municipal de Saúde de Curitiba de 2017 a 2022, comandou o enfrentamento à covid-19 na capital paranaense. Estreante na Assembleia Legislativa, alcançou a maior votação entre as deputadas eleitas em 2022. Cláudia: Marli Paulino. Formada em Gestão Pública e Gerência de Cidades, nasceu em Goioerê, mas se radicou em Pinhais. Lá, se consolidou como liderança política e foi pioneira: primeira mulher vereadora, primeira vice-prefeita, primeira prefeita e primeira deputada estadual do município. Iniciou a vida pública m 1996, quando foi eleita para a Câmara Municipal, onde permaneceu por 12 anos. Por duas vezes foi suplente na eleição para deputada estadual. Por oito anos foi vice-prefeita, na chapa com Luizão, tendo alcançado a maior votação do país na eleição de 2012. Assumiu a prefeitura em 2021. Angélica: É muita mulher junto, não é Cláudia? Cláudia: Sim. E isso só pode ter um resultado: Muitas políticas públicas pela causa feminina, além de todas as outras, claro. Angélica: daqui a gente deseja mandatos com muito trabalho e muitos resultados para a população do Paraná. Cláudia: lembrando, que você pode acompanhar todo o trabalho delas e tudo o quea acontece aqui na Assembleia Legislativa pela TV Assembleia, no canal aberto 10.2, no 15 da Claro/Net, no canal da Assembleia no You tube e pelas nossas redes sociais.
Ver mais detalhesPrêmio eterniza legado e emociona homenageadas na Assembleia
No Dia Internacional da Mulher, o Plenário e as galerias foram coloridos por diversos tons de rosa e os discursos em defesa da mulher tomaram conta da Assembleia Legislativa do Paraná. As homenagens ocuparam o Grande Expediente, no início da sessão plenária, recheada, aliás, de propostas voltadas para elas, com uma iniciativa inédita, premiando mulheres que se destacarem em suas atividades e que representem a força, garra e determinação femininas. A partir de agora, a história da primeira mulher no Parlamento paranaense passa a marcar para sempre a vida de muitas outras com a entrega do Prêmio Rosy de Macedo Pinheiro Lima, a primeira eleita no Legislativo, no ano de 1947. Nesta primeira edição do prêmio que vai fazer parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher, os troféus foram entregues a colaboradoras da Assembleia. Elas normalmente estão ou estiveram nos corredores, gabinetes, departamentos e lideranças, contribuindo com o funcionamento da casa de leis e se emocionaram com o reconhecimento. Para dona Luiza Zack Viante, com 100 anos e funcionária aposentada mais antiga da Casa, a alegria e a emoção foram imensas, especialmente, depois que ela foi ovacionada no Plenário. Outra homenageada foi Ana Beatriz Silva Do Prado. Um dos temas mais espinhosos que chegam à Assembleia passa pelas mãos dela, há anos na Comissão de Orçamento. (Sonora) Funcionária da empresa terceirizada Adserv, Dirce Iseppi Torres representou todas as colaboradoras que mantêm tudo limpo e em ordem na Assembleia. (Sonora) Segundo a presidente da Bancada Feminina, a deputada Mabel Canto (PSDB), a escolha foi certeira, afinal, as servidoras são mulheres têm papel fundamental no bom funcionamento da Casa de Leis. Sonora) A deputada Mara Lima (REP), presidente da Comissão da Mulher, disse que a homenagem foi um carinho com as servidoras, que merecem muito. (Sonora) Para a deputada Maria Victoria (PP), segunda secretária da Assembleia, a premiação será eternizada na Casa. (Sonora) A deputada Cloara Pinheiro (PSD), procuradora especial da Mulher na Casa, o dia foi ainda mais especial, já que Rosy de Macedo Pinheiro Lima, é prima do seu avô e parente da mãe da parlamentar, Araci Pinheiro Lima, que também prestigiou o evento na Assembleia. Um dia, que, na opinião de Cloara, vai ficar na história. (Sonora) Outras servidoras de diferentes setores da Casa de leis também foram homenageadas.O prêmio foi proposto pela resolução 2/2023, assinada pelas deputadas da Casa que integram a bancada feminina, Marcia Huçulak (PSD), Ana Júlia (PT), Luciana Rafagnin (PT), Flávia Francischini (União); Maria Victoria (PP); Cantora Mara Lima (Republicanos); Mabel Canto (PSDB), Cristina Silvestri (PSDB), Cloara Pinheiro (PSD) e Marli Paulino (Solidariedade), e também pelos deputados Ademar Traiano e Alexandre Curi (PSD).
Ver mais detalhesRespeito e igualdade, pedem motoristas e motociclistas mulheres em visita à Assembleia
Elas chegaram em grande número e foram recebidas pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSD), que levou o grupo para o gabinete da Presidência e receberam flores. São mulheres que trabalham como motoristas e cobradoras do transporte coletivo de Curitiba, além de mulheres motociclistas, que aproveitaram a data do Dia Internacional da Mulher para entregar a ele uma carta com pedidos de ajuda e sugerir medidas: como a destinação de recursos da própria Assembleia para campanhas de combate à violência contra a mulher e mais participação no Orçamento do Paraná. Traiano explicou os vários avanços que a Casa tem tido ao longo dos anos e aproveitou para falar da nova campanha publicitária da Casa veiculada em TVS, rádios e sites de notícias, que justamente, tem foco nas mulheres. Ele também destacou a criação da Procuradoria da Mulher, do posto da Defensoria Pública na Casa, a criação da Bancada Feminina e a aprovação pelos deputados de um projeto que cria um Fundo (em âmbito estadual) que vai ser usado pela recém criada Secretaria Estadual da Mulher. Se colocou à disposição para ouvir mais sugestões sobre a pauta feminina e assumiu o compromisso de destinar as verbas economizadas pelo Poder Legislativo para investimento em políticas para as mulheres. Para Traiano, a presença delas teve um simbolismo especial. (Sonora) A esposa dele, Rose Traiano, que coordena na Assembleia, o grupo de ações solidárias, disse que apoia as reinvindicações por igualdade de direitos e respeito. (Sonora) O grupo pede igualdade de direitos no mercado de trabalho, um ambiente essencialmente masculino até pouco tempo, que, aos poucos tem sido ocupado por mulheres. Para se ter uma ideia da desigualdade, em Curitiba, por exemplo, de um universo de mais de três mil motoristas de ônibus, apenas 115 dos postos de trabalho são ocupados por mulheres. Entre os cobradores, existe uma paridade. Mesmo assim, elas dizem, o machismo e o assédio são recorrentes, como conta Vanusa Pereira Coelho, secretária da mulher do Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas de Transporte de Passageiros de Curitiba (SINDIMOC), uma das entidades que organizaram o ato. (Sonora) A mobilização, que reuniu ainda motociclistas de diversos clubes e associações de mulheres, teve início na sede do sindicato, percorrendo as ruas da capital, até chegar na Assembleia Legislativa.
Ver mais detalhesRafael Greca visita Assembleia e elogia exposição e Espaço Cultural da Casa
O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PSD), esteve na Assembleia Legislativa do Paraná nesta quarta-feira (8) para visitar a exposição do artista chinês radicado em Londrina, David Wang. Foi primeiro recebido, no gabinete da Presidência, pelo presidente Ademar Traiano (PSD), a esposa dele, Rose Traiano, a procuradora da Mulher, deputada Cloara Pinheiro (PSD), e pelas deputadas Maria Victoria (PP) e Márcia Huçulak (PSD) e pelo primerio secretário, o deputado Alexandre Curi (PSD). Greca esbanjou simpatia e contou histórias sobre a primeira deputada estadual do Paraná, Rosy de Macedo Pinheiro Lima, que era prima dele e, que segundo Rafael Greca, era belíssima e muito inteligente. Em seguida, acompanhado pelos parlamentares, além dos deputados Luiz Claudio Romanelli (PSD) e Tiago Amaral (PSD), ele visitou a exposição “Mulher” do artista, no Espaço Cultural da Casa. Ele gostou dos trabalhos de Wang e elogiou a iniciativa da Casa de ter uma galeria para exposições. (Sonora) A exposição é aberta a toda comunidade e permanece no Espaço Cultural da Casa até o dia 15 de março, de segunda à sexta, das 9 às 18 horas
Ver mais detalhesEspecial Dia da Mulher - parte 2
Cláudia: Olá de novo! Ainda dentro das homenagens do Dia Internacional da Mulher, a gente volta para contar um pouco mais de história das vozes femininas que passaram pelo Poder legislativo em todos os tempos. Angélica: Relembrando uma pesquisa feita por Kharina Guimarães e Ana Luzia Mikos para o site e para a TV Assembleia, que reproduzimos aqui, foram 27 mulheres apenas. Mas todas deixaram sua marca por aqui, Eu sou Angélica Alves. Cláudia: Eu sou Cláudia Ribeiro e nesta parte dois, vamos começar falando sobre Lygia Pupatto: Professora, vereadora em Londrina, foi secretária Estadual de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Como suplente nas eleições de 1992, assumiu a função de deputada durante a 17ª Legislatura com foco no direito das mulheres, educação e meio ambiente. Angélica: Serafina Martins Carrilho: ingressou na vida pública inspirada pelo avô José Martins, que foi prefeito em San Felice de Los Galegos, na Espanha. Vereadora em Maringá pela primeira vez em 1992 e reeleita em 1996. Em 1998, venceu a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. Aqui propôs a lei que cria a Casa Abrigo para acolher mulheres vítimas de violência e também a que Instituiu o Dia Estadual da Promoção de Saúde Bucal. Focou seu mandado na área social com atenção especial na defesa da mulher, no atendimento a pacientes com câncer, presos e pessoas em situação de rua. Cláudia: Marlene Salete Casagrande Pereira. Empresária, deputada, suplente em 1998, assumiu a função no fim da legislatura, em 2002. Casada com o governador Mario Pereira, foi primeira-dama de 1994 até 1995. Angélica: Arlete Caramês: Catarinense de Porto União. Mãe do garoto Guilherme Tiburtius, que desapareceu ainda menino em Curitiba. Teve como principal bandeira dar voz às famílias de pessoas desaparecidas. Iniciou sua carreira política em 1998, quando foi candidata à deputada federal, mas não conseguiu se eleger. Eleita vereadora de Curitiba em 2000, conquistou seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa em 2002. Assumiu cargo diretivo da Casa de Leis entre 2003-2006, como terceira vice-presidente da Casa. Cláudia: Elza Correia: vereadora em Londrina, assumiu o mandato na Assembleia em 2003 – sendo suplente em 2006. Autora da lei que cria o Dia de Combate ao Abuso Sexual e à Exploração de Crianças e Adolescentes, também apresentou a lei que cria regras de proteção da saúde dos frequentadores das populares lanhouses naquela época. Combateu a discriminação em razão de orientação sexual e promoveu ações de valorização à cultura paranaense. Defendeu, junto ao governo do Estado mais recursos públicos para a educação. Foi relatora da PEC que acabou com o voto secreto na Assembleia. Angélica: Cida Borghetti: nascida em Caçador (SC). Empresária, jornalista, formada em Administração Pública e especializada em Políticas Públicas (UFRJ). Foi deputada estadual por dois mandatos (2003 e 2010), e se tornou recordista de leis com 101 projetos aprovados e sancionados. Integrou a cúpula diretiva do Legislativo entre 2009-2010, como quarta secretária. Com a maior votação entre as mulheres, elegeu-se deputada federal (2011/2014). Presidiu a Comissão Especial que aprovou o Marco Legal da Primeira Infância, legislação mais avançada no mundo na proteção às crianças. Também foi vice-governadora e primeira mulher a comandar o estado do Paraná. Cláudia: Beti Pavin. Vereadora, vice-prefeita e prefeita de Colombo, na região de Cuirtiba, foi eleita em 2006 na Assembleia. Teve forte atuação com iniciativas voltadas aos municípios da Região Metropolitana de Curitiba. Entre eles, trabalhou para a duplicação da Rodovia da Uva, transporte e saúde para essas localidades. Na área cultural, é autora de leis que criaram os dias do Hip Hop e da Capoeira. Angélica: Rosane Ferreira: Enfermeira, conquistou uma cadeira no legislativo estadual em 2006. Atuou como presidente da Comissão da Mulher, da Criança e do Adolescente da Assembleia Legislativa. É autora da lei que instituiu o Dia da Língua Brasileira de Sinais-Libras. Defendeu o combate à homofobia e a meia-entrada para professores em eventos culturais no estado. Também propôs que houvesse atendimento multidisciplinar a homens autores de violência intrafamiliar e de gênero. Também foi deputada federal. Cláudia: Rose Litro. Natural de Dois Vizinhos, assumiu na legislatura entre 2011- 2014. Focou o mandado na defesa da população carente. Integrou a Comissão de Defesa do Consumidor e a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Comerciários. Autora da lei que estabeleceu punição para quem passar trote telefônico para serviços públicos de emergência. Angélica: Marcia Tureck. Nascida em Campo Mourão. Professora, foi vereadora, secretária da Ação Social e da Mulher no município. Eleita em 2010 para a Assembleia, integrou a Frente Parlamentar da Mobilidade Urbana Sustentável e de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Paraná. Atuou na CPI da Saúde Mental da Assembleia Legislativa. Cláudia: Claudia Pereira. Nasceu em Ilha Solteira (SP), mas sempre viveu em Foz do Iguaçu. Advogada, foi Defensora Pública e também Secretária de Assistência Social no município. Deputada de 2015 a 2019, focou o mandato em ações de defesa da mulher, crianças adolescentes, idosos e saúde. Nesta área, dedicou-se à conscientização sobre várias síndromes raras e direitos de pessoas com deficiência. Angélica: Amanhã a gente traz a última parte do podcast e com as mulheres no legislativo estadual. Desta vez com as atuais deputadas. Cláudia; Até lá, então.
Ver mais detalhesSessão especial reconhece contribuição feminina no Paraná
Em uma noite com o plenário da Assembleia Legislativa do Paraná lotado de mulheres na plateia e compondo a mesa, quatro delas que se destacaram nas áreas do empreendedorismo, na ação social, sustentabilidade e prevenção da violência receberam homenagens. Foi em uma sessão especial, em parceira com a Associação Comercial do Paraná (ACP). O gesto é um reconhecimento à contribuição de todas as mulheres, que inspiram, transformam e impactam a realidade de muitas outras paranaenses. Como conta a vice-presidente e coordenadora do Conselho da Mulher Empresária da ACP, Albanir Fracaro. (Sonora) A homenagem aconteceu na véspera do 8 de março, data que celebra o Dia Internacional da Mulher, e simboliza a luta por direitos iguais para homens e mulheres. Receberam a homenagem Fernanda Albini Macanhã, Flávia Pinho Ohde, Maria Clarinda Machado e Solange Martinez Massa. A coordenadora de Ações Solidárias do Legislativo, Rose Traiano, esposa do deputado Ademar Traiano, presidente da Assembleia, uma das organizadoras, em conjunto com a ACP, participou. Ela falou sobre o evento e sobre a parceria. (Sonora) O presidente Traiano também marcou presença e disse que se sentiu honrado em participar. (Sonora) Para o presidente da Associação Comercial, Antonio Gilberto Deggerone, estar na Casa de Leis foi uma escolha acertada. (Sonora). Formada em Direito, Fernanda Albini da Silva Macanhã é mobilizadora social e desde 2019 faz parte ativamente da campanha “Tampinha Solidária”. Em 2021 idealizou a iniciativa social “Aja Consciente”, que busca inspirar as pessoas sobre o impacto das ações sociais, e conectá-las para fazer o bem, com enfoque nos três pilares da sustentabilidade: social, ambiental e econômico. Entre as ações realizadas e apoiadas pela “Aja Consciente”, estão campanhas de arrecadação de materiais escolares, presentes de Natal para crianças em vulnerabilidade social, itens de higiene pessoal, entre outras. Ela dedicou a homenagem aos parceiros que apoiam o projeto. (Sonora) Do negócio que começou na garagem, Maria Clarinda Machado (também conhecida como Dona Nena), se tornou uma empreendedora de sucesso. Ela começou no ano de 1988 com a venda de roupas e acessórios para vizinhas e conhecidas. Deu tão certo que hoje ela conta com 47 colaboradores. Mais de três décadas de história, tradição e qualidade, sem esquecer de evoluir e se adaptar às situações do mundo atual. E ela atribui tudo isso a muito trabalho e dedicação. (Sonora) Curitibana, a médica Flávia Pinho Ohde, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), é escritora e idealizadora do Projeto (En)canto do Sereio. O projeto educativo, criado em 2019, busca conscientizar e fortalecer mulheres contra relacionamentos abusivos dissimulados, com foco em prevenção e auxílio nesse perfil de relacionamento. Ela explica que “lançada em forma de livro em 2021, a iniciativa tem como objetivo não somente alertar mulheres a reconhecerem os ‘sereios’ (uma forma lúdica de se referir a um perfil masculino que usa o poder da palavra e tem atitudes que não são verdadeiras) e seus comportamentos ‘sereísticos’, mas também orienta para que elas ampliem a sua consciência, se fortaleçam a encontrem a pacificação”. O livro foi escrito de forma colaborativa por mais de 15 mulheres. Ela dedicou a homenagem a todas as mulheres vítimas de abusos. (Sonora) A empresária Solange Martinez Massa nasceu e foi criada em Jandaia do Sul, em uma família de dez irmãos. Chegou em Curitiba nos anos 1980, e dedicou toda a vida à família e aos negócios. Casada com Carlos Roberto Massa, o apresentador “Ratinho”, é mãe de três filhos: Carlos Roberto Massa Junior, Governador do Paraná, Rafael Massa, apresentador de TV e Gabriel Massa, presidente do Conselho do Grupo Massa. Hoje ela preside o Instituto Solange Massa, braço do Grupo Massa que realiza projetos sociais no Terceiro Setor em todo o estado, fundado em 2022. Entre as ações realizadas pela entidade, estão a arrecadação de alimentos e mantimentos para instituições, e campanhas, como a “Transmita Calor”, para arrecadação de agasalhos, e o “Outubro Rosa”, voltada para a causa do câncer de mama. (Sonora)
Ver mais detalhesPresidente Traiano determina que Comissão de Obras decida sobre instalação de Frente Parlamentar do pedágio
Frente pedágio O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Ademar Traiano (PSD), anunciou, nesta terça-feira (7), que vai encaminhar para a Comissão de Obras Públicas, Transporte e Comunicação a deliberação sobre os pedidos para a criação de duas Frentes Parlamentares distintas no parlamento sobre a concessão de rodovias e a renovação dos contratos de pedágio no estado. (Sonora) O documento, que foi lido por Traiano na abertura da sessão indica que a decisão é para dar a segurança jurídica dos atos que serão praticados, já que não se pode ter duas estruturas trabalhando ao mesmo tempo, devendo apenas uma delas estar em funcionamento. E que antes mesmo de analisar o critério e examinar o conteúdo de cada documento, determinou que ele fosse analisado pela Comissão. Pelo Regimento Interno da Assembleia, cabe à Comissão se manifestar sobre propostas relativas ao tema, que se trata de serviço público e trânsito. O presidente da Comissão de Obras, deputado Gugu Bueno (PSD) adiantou que deve convocar para o início da próxima semana uma reunião para tratar do tema. Além de Bueno, integram a comissão o deputado Do Carmo (União), como vice, e os deputados Arilson Chiorato (PT), Luiz Claudio Romanelli (PSD), Denian Couto (PODE), Delegado Jacovós (PL) e Batatinha (MDB). A Frente Parlamentar sobre o Pedágio da Assembleia Legislativa do Paraná foi criada em abril de 2019, por iniciativa do deputado Arilson Chiorato. De acordo com o Regimento Interno da Casa, teria dissolução automática prevista no encerramento legislatura. Como coordenador da Frente criada em 2019, Chiorato apresentou um requerimento para prorrogação dos trabalhos em 23 de janeiro. Segundo o relatório lido nesta terça-feira, o documento deve ser arquivado por perda de objeto. Já em 1º de fevereiro de 2023, na data de abertura da nova legislatura, o relatório da presidência indica que, “às 14h53, o deputado Delegado Jacovós protocolou pedido para acompanhamento dos novos Contratos de Concessão de Pedágio na Legislatura de 2023 a 2026, com um total de 13 assinaturas. Na mesma data, às 15h41, foi enviado para protocolo mais um requerimento de autoria do deputado Chiorato, subscrito por um total de 11 deputados, em que solicita mais uma vez a continuidade da Frente, já contando com a nova formação de deputados estaduais”. O texto também explica que a frente original fora criada para o acompanhamento da execução das obras e do encerramento dos contratos de pedágio. Trabalho elogiado por Traiano. Chiorato criticou a decisão. A Frente Parlamentar sobre o Pedágio criada em 2019 tinha o objetivo de reunir parlamentares para acompanhar e fiscalizar a execução das obras em andamento, bem como o encerramento dos contratos de pedágio do Paraná. Desde o primeiro momento, os deputados estaduais defenderam uma tarifa pelo menor preço, mais obras e em menos tempo. Entre os pontos apresentados, os parlamentares pedem o fim do limite de desconto determinado pelo Governo Federal em leilão, o fim do degrau tarifário e a criação de um conselho de usurários para cada lote da licitação. Desde que foi criada, a Frente realizou 20 audiências públicas em diversos municípios do Estado, tanto de modo presencial, quanto remoto. Nas reuniões, os parlamentares, de todos os partidos políticos que integraram o grupo, ouviram gestores municipais, empresários, entidades de classe e a sociedade civil organizada em busca de um modelo de pedágio ideal, que garanta a menor tarifa e a realização das obras já nos primeiros anos de concessão. Durante o processo, o grupo de trabalho apresentou três relatórios. O primeiro trazia análises inicias sobre a proposta. O segundo analisa o novo modelo proposto. Por fim, o terceiro, apresentado no ano passado, trazia a análise final e recomendações.
Ver mais detalhesProposta de combate à importunação sexual no transporte de passageiros avança na Assembleia
A proposta que institui a campanha permanente de combate à importunação sexual no transporte rodoviário intermunicipal comercial de passageiros avançou na Assembleia Legislativa do Paraná. O projeto dos deputados Do Carmo (União Brasil), Cristina Silvestri (PSDB) e do ex-deputado Boca Aberta Junior, foi aprovada em terceira discussão na sessão plenária desta terça-feira (7). Ela visa, por meio de ações afirmativas, educativas e preventivas, combater qualquer tipo de violência, protegendo a vida e a integridade dos passageiros no interior, no embarque e desembarque dos veículos. Para a efetividade da campanha, o texto determina que as empresas que atuam no setor deverão fixar adesivos dentro de suas dependências e no interior dos veículos com informações sobre o crime de importunação sexual e os números dos órgãos para denúncia. Também deverão informar a todos os passageiros que os casos de assédio ou importunação sexual poderão ser imediatamente relatados aos motoristas. As empresas poderão adotar medidas, em parceria com o setor público, privado e organizações da sociedade civil, para ofertar cursos de capacitação e treinamento para seus empregados sobre o tema. As autoridades competentes poderão solicitar imagens de câmeras de monitoramento, informações do GPS ou qualquer outra tecnologia, caso existam, para colaborar com as investigações. Pela proposta, não é necessário que a vítima seja obrigada a registrar Notícia Criminal, sendo informada de seus direitos da forma mais discreta possível. Um dos autores, o deputado Do carmo falou sobre o projeto. (Sonora)
Ver mais detalhesLugar das deputadas é no comando da CCJ
Nem só de propostas voltadas para a causa feminina estava a pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná desta terça-feira (7), como lembrou a deputada Mabel canto (PSDB). (Sonora) Mas que foi uma reunião diferente, isso foi. Afinal, o presidente do grupo de trabalho, deputado Tiago Amaral (PSD), trocou de lugar com a própria Mabel, que presidiu a sessão. Como vice-presidente, assumiu a deputada Flávia Francischini (União brasil). O motivo, óbvio, foi celebrar a semana e o Dia Internacional da Mulher, comemorado amanhã, 8 de março. A decisão de uma CCJ bem feminina é inédita. E outras quatro parlamentares – suplentes na Comissão – também “tomaram assento” na reunião como titulares: Ana Júlia (PT), Marcia Huçulak (PSD), Marli Paulino (SD) e Cantora Mara Lima (Republicanos). Ou seja, seis das 13 cadeiras. Uma paridade longe da atual, embora o número de mulheres no Parlamento tenha dobrado nessa legislatura. As deputadas Cristina Silvestri (PSDB), Luciana Rafagnin (PT), Maria Victoria (PP) e Cloara Pinheiro (PSD) também participaram da sessão. Entre os projetos de lei aprovados, passou um da Bancada feminina, que altera uma lei que trata de direitos da gestante e da parturiente, criando áreas específicas de internação para parturientes de natimortos ou com óbito fetal em um local separado das demais. A matéria também estabelece que, nestes casos, fica garantido a ela o direito a um acompanhante que ela escolher. Outra proposta aprovada foi a que assegura o direito das mulheres de terem acompanhamento de uma pessoa de sua livre escolha nas consultas e exames em geral nos estabelecimentos públicos e privados de saúde no Paraná. O objetivo é garantir a atenção humanizada às pessoas com suspeita e ou denúncia de violência sexual. A proposta determina que estabelecimentos de saúde deverão fixar cartaz ou painel digital, de forma visível e de fácil acesso, para informar o direito garantido pela legislação.
Ver mais detalhesTratar as sequelas deixadas pela Covid está entre as metas da SESA, avalia equipe durante prestação de contas
Tratar as sequelas da covid 19, especialmente, em relação à saúde mental e à telemedicina, e combater a desinformação em torno da vacina. Foi o que destacou o secretário estadual de Saúde, César Neves, como desafios da pasta, logo no início da audiência pública de prestação de contas dos últimos quatro meses de 2022, que aconteceu na manhã desta terça-feira (7), aos deputados que compõem a Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa. (Sonora) O diretor-geral da SESA, Nestor Werner Júnior, fez um relato da situação no fim de 2022, alegando que a pasta aplicou 12,40%, dos 12% constitucionais dos R$ 44 bilhões da receita prevista no Orçamento. Foram aplicados, segundo o relatório, R$ 4 bilhões e 284 milhões e R$ 5 bilhões e 476 milhões foram empenhados, o que significa que o dinheiro foi separado para efetuar o pagamento. Nas cirurgias eletivas, aquelas que são agendadas sem tanta urgência, a equipe da SESA afirmou que foram 105 mil procedimentos e um total de R$ 345 milhões investidos. Depois foi a vez de deputados que formam o grupo questionarem o tamanho da fila de espera, o secretário disse que o Governo criou o programa Opera Paraná, com investimento de R$ 150 milhões na primeira etapa e outros R$ 150 milhões para este ano. Enquanto isso, representantes do Sindisaúde, que é o Sindicato que representa os servidores da Saúde no estado, relataram que o Paraná foi o estado que menos investiu na área em 2022, com alta de pouco mais de 30% em investimentos, ficando atrás de diversos estados, que ultrapassaram os 50%. E que, além disso, o quadro de pessoal está desvalorizado e defasado. A equipe da Secretaria rebateu: alegou que conta com profissionais de PSS e está com a realização de um concurso público em andamento. E que houve crescimento de 100% se for considerado o repasse e os investimentos desde o ano de 2018, contando com as transferências da União. Para o presidente do grupo, o deputado Tercílio Turini (PSD), são essas transferências o grande problema da saúde no Paraná. (Sonora) Esta foi a primeira reunião da Comissão sob a presidência de Turini, que avaliou como positiva a apresentação da SESA. (Volta sonora) A equipe da SESA detalhou ainda o Plano Estadual de Saúde, que vai de 2020 a 2023, além da prestação de contas do relatório. Detalhou as diretrizes da pasta, como qualificação e fortalecimento da gestão. Entre as metas para a retomada completa no pós-pandemia, apontadas pelo secretário Cesar Neves, está reduzir a mortalidade infantil e materna no estado. Além fo fortalecimento das campanhas de vacinação.
Ver mais detalhesParceria entre Assembleia e Judiciário contribui para enfrentamento á violência contra a mulher, afirma desembargadora
A parceria entre a Assembleia Legislativa e o Poder Judiciário tem sido fundamental no enfrentamento à violência contra a mulher. Foi o que afirmou a desembargadora Ana Lúcia Lourenço, titular da coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID) do TJ-PR e agora também presidente do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica do Poder Judiciário Brasileiro (COCEVID). Ela falou no Grande Expediente da sessão plenária desta segunda-feira (6). (Sonora) Para ela, os deputados têm tido a sensibilidade e a empatia de legislar pela causa feminina. Não apenas as mulheres parlamentares, mas muitos deputados também têm tido esse olhar de cuidado. Ana Lúcia Lourenço explicou que os altos números de violência no Brasil e no Paraná se acentuaram em razão da pandemia. Entretanto, o enfrentamento também se intensificou. E os órgãos públicos estão mobilizados para melhorar a estrutura para essa proteção. Ela elogiou a atuação da Procuradoria Especial da Assembleia Legislativa, como mais um órgão auxiliar no enfrentamento, se expandindo para o interior. (Sonora) (Sobe som)) Se sancionado, um projeto de lei em tramitação na Casa deve ser mais uma ferramenta nessa luta. A proposta é da deputada Cantora Mara Lima (Republicanos), e trata do Auxílio Maria da Penha para Mulheres Vítimas de Violência, que prevê um valor social a ser repassado a esta mulher. Segundo Mara Lima, os recursos deverão sair do Fundo Estadual dos Direitos da Mulher que será criado no Paraná e que também deve passar pelo crivo dos deputados. (Sonora) No estado, são dezenas de legislações em torno do tema. Entre elas, por exemplo, a que implantou o Botão do Pânico no estado da deputada Cristina Silvestri (PSDB), que criou diretrizes para o uso do dispositivo de emergência e que foi se modernizando com o tempo; medida que ajuda mulheres vítimas de violência a avisarem a polícia quando estão em perigo, sem a necessidade de fazer uma ligação telefônica. Essa forma de acionamento possibilita mais praticidade e agilidade no atendimento às ocorrências. Hoje o aplicativo está disponível para Android e IOS. Outra lei instituiu o Agosto Lilás, mês dedicado a ações de prevenção, conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher com a divulgação da Lei Maria da Penha pelo Poder Público em parceria com a iniciativa privada e entidades civis. O autor é o deputado Luiz Fernando Guerra (União). Outra lei é a que obriga os responsáveis por condomínios residenciais e comerciais do estado a comunicarem à polícia indícios ou casos de violência doméstica ocorridos em suas unidades ou áreas comuns, do ex-deputado Delegado Francischini. (Sobe som)) Na sessão plenária desta segunda, os deputados aprovaram, em segundo turno, a criação de uma campanha permanente de combate à importunação sexual no transporte rodoviário intermunicipal comercial de passageiros no Estado do Paraná. Por meio de ações afirmativas, educativas e preventivas, a medida pretende combater qualquer tipo de violência, protegendo a vida e a integridade dos passageiros no interior, no embarque e desembarque dos veículos. De autoria do deputado Do Carmo (União Brasil), da deputada Cristina Silvestri (PSDB) e do ex-deputado Boca Aberta Junior, outro objetivo da campanha é justamente coibir a violência contra a mulher, promovendo campanhas educativas para estimular denúncias de assédio sexual por parte da vítima, em todo o estado. A proposta não vale para o serviço de transporte coletivo metropolitano. (Sobe som) Outro projeto aprovado na sessão desta segunda em torno do tema da mulher, é da Bancada Feminina, em conjunto com alguns parlamentares, como o deputado Alexandre Curi (PSD), e cria o prêmio Rosy de Macedo Pinheiro Lima para premiar, todos os anos dez mulheres que se destacaram, em suas áreas de atuação, sempre na época das comemorações do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Lembrando que Rosy foi a primeira deputada estadual do Paraná. Tudo que acontece na Assembleia Legislativa do Paraná pode ser acompanhado pela TV Assembleia por meio do canal 10.2, em TV aberta, e do canal 16, da Claro/NET. O conteúdo também pode ser acessado pelo canal do Youtube do Legislativo e nas redes sociais.
Ver mais detalhesparte 1 -Participação feminina na Assembleia Legislativa avança ao longo da história
Reportagem da Ana Luzia Mikos, em conjunto com Kharina Guimarães (pesquisa) A luta feminina por igualdade de direitos e condições tem na política um árduo campo de batalha. Os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retratam o abismo. Apesar de as brasileiras comporem 52% de eleitorado, elas representam apenas 33% entre os candidatos e despencam para apenas 15% entre as eleitas. Nesta disputa tão desigual, a Assembleia Legislativa do Paraná mostra um avanço. As últimas eleições garantiram a maior bancada feminina da história do legislativo paranaense em quase 170 anos. Além das cinco deputadas que já exerciam mandato, outras cinco foram eleitas, dobrando a representatividade feminina para 18,5 % dos parlamentares. Cantora Mara Lima (Republicanos), Cristina Silvestri (PSDB), Luciana Rafagnin (PT), Mabel Canto (PSDB) e Maria Victoria (PP) mantiveram seus gabinetes na Casa de Leis e ganharam a companhia de Ana Júlia (PT), Cloara Pinheiro (PSD), Flávia Francischini (União), Márcia Huçulak, (PSD) e Marli Paulino (SD). Além do aumento significativo na participação no Legislativo, as deputadas têm outro motivo para comemorar. A resolução 11/2022 formalizou a Bancada Feminina e garantiu a presença das deputadas na Mesa Diretora da Assembleia a partir desta legislatura. Um avanço regimental, político e histórico. Com a primeira Bancada, as deputadas também alcançaram maior participação no dia-a-dia do legislativo, passando a fazer parte das decisões do colegiado de líderes e possuindo um tempo exclusivo para pronunciamento nas sessões plenárias, assim como ocorre com as lideranças e blocos partidários. História A composição inédita do parlamento paranaense alcançada no pleito de 2022, veio no ano em que se comemorou nove décadas do voto feminino. Uma demanda que ganhou força no início do século XX, com o movimento sufragista brasileiro pelo direito das mulheres de votarem e de serem votadas. A conquista foi impulsionada por várias pioneiras, como a professora Celina Guimarães Viana, que conseguiu, por meio de um requerimento, votar em 1927 e se tornou a primeira eleitora do país. O tão esperado acesso às urnas, garantido pelo Código Eleitoral de 24 de fevereiro de 1932, permitia apenas que mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas ou solteiras com renda própria poderiam votar. O voto feminino só foi incorporado a todos os cidadãos acima de 21 anos na Constituição de 1934, e ainda assim era facultativo para as mulheres. Apenas em 1965 tornou-se obrigatório. Outro nome é o de Leolinda de Figueiredo Daltro, uma das fundadoras do Partido Republicano Feminino, criado em 1910. A zoóloga paulista Bertha Lutz – filha do médico e cientista Adolfo Lutz –, é uma das criadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e apontada como uma das maiores líderes na luta pelos direitos políticos das mulheres. No Paraná, Rosy de Macedo Pinheiro Lima, escritora e doutora em Direito, foi eleita aos 33 anos, em 1947. Depois dela, só nos anos 1980 a Assembleia voltou a ter uma deputada. Ao todo, 27 mulheres ocuparam uma das 54 cadeiras do Plenário do Legislativo paranaense. Acompanhe um pouco dessa história: Rosy de Macedo Lima Nascida em Paris, filha de paranaenses, fez seus primeiros estudos na Áustria, Itália e França. Primeira mulher a conquistar o título de Doutora em Direito, foi eleita aos 33 anos como pioneira na política paranaense. Exerceu a função de deputada estadual de 1947 até 1950, durante o período da Legislatura Constituinte. Amélia Hruschkra Nasceu em Lima (SP). Advogada, vereadora em Campo Mourão no período de 1976 até 1982. Integrou a Comissão de Saúde Pública e ocupou a Comissão de Redação. Mulher mais votada nas eleições estaduais de 1982. Conquistou a reeleição em 1986. Foi suplente do Senador Affonso Camargo Neto, de 1979 a 1987. Irondi Pugliesi Vereadora em Arapongas, assumiu uma cadeira no parlamento estadual pela primeira vez em 1983 e exerceu três mandatos. Participou da elaboração da Constituição do estado. Teve 80% de suas propostas aprovadas. Autora da emenda que estabeleceu como dever ao Poder Público o atendimento em creche e pré-escola às crianças de até seis anos de idade. Propôs a lei que proíbe a instalação de usina nuclear no Estado do Paraná. Atuou nas Comissões de Ecologia e Meio Ambiente e de Educação, Cultura e Esportes. Assumiu o posto de quarta secretária na Assembleia (1997-1998). Arialba do Rocio Freire Vereadora em Foz do Iguaçu em 1984, ocupou a presidência da Câmara Municipal e foi candidata a vice-prefeita em 1988. Suplente, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa em 1990. Vera Agibert Filha de ucranianos, nasceu em Prudentópolis. Primeira mulher a ocupar a Mesa Diretora como terceira-secretária entre 1987-1988. Integrou a Comissão Constituinte do estado. Emília Belinati Nasceu em Londrina, formada em Educação Física, foi professora e atleta da Seleção Paranaense de Basquetebol. Eleita em 1990, como única representante feminina na Assembleia Legislativa entre 1991 a 1995. Primeira mulher a chegar ao comando do Palácio Iguaçu no cargo de vice-governadora. Assumiu o governo por 45 vezes.
Ver mais detalhes